Engie Brasil busca 40% na Jirau para expandir investimentos
Oferta pública pode reforçar a estrutura financeira da companhia

A Engie Brasil Energia recebeu a sinalização positiva do seu Conselho de Administração para a realização de uma oferta pública primária de ações, com o intuito de adquirir 40% da Jirau Energia S.A., que opera a Usina Hidrelétrica de Jirau, localizada em Rondônia.
Essa operação é projetada para captar recursos que fortalecerão o capital da empresa, auxiliando na realização de novos investimentos no setor elétrico brasileiro.
Próximos passos nas deliberações
A proposta ainda precisa da aprovação dos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária, cuja data está marcada para 2 de julho. Nessa reunião, os investidores avaliarão aspectos essenciais, como a avaliação dos ativos da Jirau e a proposta de utilizar essa parte na integralização das novas ações que serão compradas pela Engie Brasil Participações (EBP).
✨ A participação da EBP equivale a 40% do capital social da usina e será transferida à Engie Brasil Energia em troca de ações emitidas na oferta.
De acordo com a empresa, a transação foi cuidadosamente analisada tanto pela administração quanto por um comitê independente designado para avaliar operações com partes relacionadas. Essa estratégia tem como objetivo integrar um ativo já em operação ao portfólio da Engie, ampliando sua capacidade instalada sem aumento do endividamento.
Detalhes financeiros da operação
A Usina Hidrelétrica de Jirau, localizada no rio Madeira, possui uma capacidade instalada de 3.750 megawatts (MW), com 50 unidades geradoras operacionais. Esta usina desempenha um papel crucial no fornecimento de energia ao Sistema Interligado Nacional, sendo uma das maiores do Brasil.
Um laudo de avaliação estimou o valor da participação de 40% em Jirau entre R$ 5,39 bilhões e R$ 5,93 bilhões, com um valor central fixado em R$ 5,66 bilhões. Após ajustes financeiros e atualizações, o valor para integralização foi definido em R$ 5,744 bilhões.
✨ A operação não apenas incorpora a participação na hidrelétrica, mas também permite à Engie captar recursos necessários para compromisso financeiros e futuros investimentos no setor.
Os acionistas atuais terão prioridade na subscrição das ações, garantindo que sua participação proporcional no capital social seja mantida, evitando diluição.
A operação será coordenada pelas instituições financeiras Itaú BBA e Santander Brasil e seguirá o rito de registro automático que a regulamentação da CVM prevê, com esforços de colocação de ações também no exterior. Para a conclusão da oferta, são necessárias a aprovação dos acionistas, condições de mercado e autorizações regulatórias e societárias.
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