Desalinhamento entre planejamento e execução impacta a rentabilidade

Um levantamento da RZ3 Advisory revela que o gap de execução, que representa a discrepância entre o que as empresas planejam e o que realmente implantam, pode comprometer até 30% da eficiência operacional. Além disso, esse desalinhamento pode elevar custos ocultos em até 25%, reduzindo margens de lucro em até 15%.
Esse cenário, identificado no cotidiano das corporações, reflete um padrão em que o planejamento corporativo avança sem a mesma consistência na execução. O resultado é uma perda que, embora não apareça em relatórios financeiros de forma imediata, prejudica a lucratividade ao longo do tempo.
Junior Rozante, CEO da RZ3, aponta que a desconexão entre estratégia e execução é um problema comum que muitas lideranças subestimam. Ele destaca: 'A estratégia é formulada nas esferas superiores, enquanto a execução acontece em níveis operacionais. Sem uma interligação entre esses dois mundos, cria-se um desalinhamento estrutural que retira valor das operações.'
✨ Falta de desdobramento prático e clareza nas prioridades são principais geradores do gap.
A ausência de uma transição clara das diretrizes para ações práticas, juntamente com a falta de clareza nas prioridades e na disciplina operacional, contribui para essa desconexão. Como resultado, decisões tomadas no alto escalão levam tempo para se refletir nas ações diárias dos executores.
A situação se agrava em empresas que experimentam um crescimento rápido sem a devida estruturação. Nesses casos, o gap de execução se amplia conforme as receitas aumentam, gerando áreas desalinhadas e perda de controle sobre os processos, além de uma dependência maior de colaboradores-chave para a manutenção das operações.
"'Mesmo organizações que aparentam solidez financeira podem estar em risco devido a esse desalinhamento.'
Rozante menciona que retrabalhos superiores a 20% nas operações diárias são um indicativo do desalinhamento que se tornou rotina dentro da empresa.
Para enfrentar esse desafio, a RZ3 Advisory sugere um trabalho estruturado em quatro frentes: governança, desdobramento estratégico utilizando OKRs e KPIs, redesenho de processos e gestão focada em desempenho. A harmonia entre esses elementos, conforme Rozante, é o que distingue as empresas que apenas planejam das que efetivamente entregam resultados.
Com base na experiência acumulada, a RZ3 observou que a implementação de modelos rigorosos de execução proporcionou, em média, um ganho de 20% em eficiência e um aumento nas margens de lucro de até 25%, além de uma diminuição nos custos operacionais.
A RZ3 estruturou um guia em sete passos para superar o gap de execução. O processo inicia com a definição de prioridades tangíveis, que são seguidas pela criação de KPIs e metas mensuráveis. O terceiro passo envolve a institucionalização de rituais e a cadência de reuniões de governança.
Segundo Rozante, 'o foco deve ser na implementação, é fundamental transformar a estratégia de um documento estático em uma disciplina do dia a dia.'
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