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Gestores debatem recuperação ou fechamento de empresas no Brasil

Avaliações do CEO da Sinergis destacam pontos cruciais na decisão

Mariana Souza20 de abril de 2026 às 10:05
Gestores debatem recuperação ou fechamento de empresas no Brasil

Gestores de empresas no Brasil estão lidando com uma das questões mais desafiadoras do setor: decidir entre continuar investindo em um negócio ou optar pelo seu fechamento. Com 24,9 milhões de empresas em operação, como revela o Mapa de Empresas do Governo, e cerca de 75% delas encerrando atividades antes de dois anos, conforme indica o Sebrae, avaliar o potencial de recuperação tornou-se uma urgência.

Cinco pontos para ponderar a recuperação

João Chebante, CEO da Sinergis, apresentou cinco critérios que podem auxiliar na tomada de decisão. A análise inicia com um princípio essencial: a decisão deve ser guiada por uma avaliação objetiva da realidade do negócio, e não por laços emocionais.

O produto ainda deve resolver uma necessidade real do cliente.

O primeiro indicador de que uma empresa pode ser recuperável é a relevância de seu produto ou serviço. Se ele continua atendendo às necessidades dos clientes, o problema reside possivelmente na execução ou na estratégia de vendas — áreas que podem ser ajustadas. Contudo, se o mercado evoluiu e o produto já não é mais procurado, a insistência em mantê-lo pode apenas atrasar a inevitável conclusão do negócio.

Estabelecer limites aos custos de recuperação é essencial.

Recuperar uma empresa não é uma tarefa barata. Portanto, é crucial definir um limite para os investimentos necessários. Se os custos operacionais ultrapassam as possibilidades de retorno em um prazo razoável, o investimento frequentemente deixa de ser viável. A gestão precisa estar atenta para não se tornar apenas uma reparadora de déficits sem uma visão clara do futuro.

O estado emocional da equipe é um termômetro do potencial de recuperação.

A motivação e a disposição dos colaboradores são reflexos diretos da saúde organizacional. Equipes que ainda acreditam na missão e buscam soluções representam um ativo valioso no processo de recuperação. Em contrapartida, equipes desmotivadas podem elevar significativamente os custos de recuperação ou até inviabilizar o projeto.

Distinguir entre problemas pontuais e falhas estruturais.

Empresas que podem se recuperar costumam ter dificuldades identificáveis que são pontuais. No entanto, se os mesmos problemas persistem após várias tentativas de resolução, isso indica uma falha estrutural no modelo de negócios, muito mais desafiadora de ser superada.

Um plano concreto é essencial para a recuperação.

A linha que separa uma recuperação viável de uma expectativa frustrante é a elaboração de um plano. Metas tangíveis, prazos realistas e ações definidas são sinais de que existe uma trajetória a seguir. Se a gestão não consegue mapear a mudança necessária e espera melhorias do mercado sem um plano sólido, é um sinal de que a empresa perdeu sua direção.

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