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Expectativa do setor de carne bovina cresce com Copa de 2026

A Copa promete aumentar o consumo de carne bovina e suína no Brasil.

Camila Souza Ramos13 de junho de 2026 às 08:05
Expectativa do setor de carne bovina cresce com Copa de 2026

O setor de carne bovina está otimista em relação aos impactos da Copa do Mundo de 2026, que deve estimular o consumo de cortes premium durante as exibições dos jogos.

A competição, que terá uma duração de 38 dias e contará com 48 seleções — um aumento significativo em relação às edições anteriores — promete criar um ambiente propício para a confraternização, especialmente com o Brasil estreando contra Marrocos em um sábado à noite.

As expectativas apontam para um aumento no consumo de carne bovina durante o evento, especialmente cortes de churrasco.

O papel do Brasil no mercado de carne

Maychel Carvalho Borges, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, observou que, historicamente, a Copa do Mundo impulsiona tanto o mercado interno quanto as exportações de carne.

Em 2025, a produção do programa cresceu 78,7%, com 78% dessa carne consumida internamente. Borges acredita que, apesar de ser cedo para prever o aumento exato na demanda, o setor está se preparando para um pico nas compras.

Os cortes mais procurados devem incluir picanha, maminha e fraldinha, com foco em produtos considerados premium. O formato da Copa, com os Estados Unidos como principal sede, facilita a adaptação do horário dos jogos ao público brasileiro, favorecendo o consumo durante estes eventos.

Expectativas do setor suinícola

O setor de carne suína também antecipa um aumento no consumo durante a Copa, com a 14ª Semana Nacional da Carne Suína programada para ocorrer durante o evento, destacando a versatilidade da carne suína em diferentes preparações.

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A carne suína é ideal para o churrasco, e nossa expectativa é focar em cortes como copa lombo e picanha suína, que são mais competitivos em termos de preço em relação aos cortes bovinos.

Limitações e análises do mercado

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, ressalta que, apesar da expectativa de aumento no consumo, isso pode ser limitado a determinados públicos devido ao poder aquisitivo da população. Por outro lado, observa que pode haver uma alta de 5% a 10% nos preços das carnes Angus nas semanas que antecedem a Copa.

Lygia Pimentel, da consultoria Agrifatto, acredita que, embora havendo um incremento no consumo durante jogos de grande destaque, isso não representa uma alteração substancial no mercado de carne bovina ao longo do ano.

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