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Lavoro enfrenta desafios em reestruturação após ação da UPL

Multinacional alega esvaziamento de garantias em processos judiciais.

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 05:10
Lavoro enfrenta desafios em reestruturação após ação da UPL

A distribuidora de insumos agrícolas Lavoro, inicialmente formada pelo Pátria Investimentos e agora sob a gestão da AGI, está enfrentando uma nova batalha legal em meio a sua recuperação extrajudicial. A UPL, uma das suas principais credoras com cerca de R$ 372 milhões em créditos, alega que as recentes mudanças na estrutura da empresa diminuíram as garantias que sustentavam sua posição financeira.

Controvérsias judiciais em foco

A UPL entrou com três ações na Justiça de São Paulo solicitando acesso a documentos e esclarecimentos sobre a reestruturação que envolveu outros agentes como Crop Care, TriAgro e Pátria. A multinacional alega que as operações realizadas após a aprovação do plano de recuperação configuraram um processo contínuo de diminuição das garantias. A empresa sustenta que isso contradiz as obrigações negociais acordadas anteriormente.

A UPL é representada por um escritório de advocacia e busca esclarecer possíveis violações nas operações comerciais.

Contexto sobre a Lavoro

Criada em 2017, a Lavoro buscou consolidar a distribuição de insumos agrícolas no Brasil, e abriu capital na Nasdaq em 2023. Contudo, enfrentou dificuldades financeiras significativas, culminando em sua recuperação extrajudicial.

Recentemente, a Lavoro precisou reestruturar suas dívidas, totalizando R$ 2,5 bilhões. Embora a UPL tenha apoiado o plano, questões sobre a legitimidade das operações subsequentes agora levantam dúvidas sobre a segurança financeira e os direitos dos credores.

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Os atos praticados pelo Grupo Lavoro estão esvaziando as garantias de forma progressiva, o que poderia violar as obrigações assumidas nos contratos de alienação fiduciária.

A gestão do Pátria se declarou comprometida com a governança e afirmou que todas as operações são realizadas de acordo com a legislação aplicável. A AGI, por sua vez, negou quaisquer alegações de manipulação ou esvaziamento das garantias em curso.

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