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Ministro Dario Durigan responde a investigação dos EUA sobre comércio

Brasil contrapõe acusações com dados técnicos e diplomáticos

Acro Rodrigues01 de junho de 2026 às 08:50
Ministro Dario Durigan responde a investigação dos EUA sobre comércio

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira que o Brasil está se preparando para responder de forma técnica e diplomática à investigação iniciada pelos Estados Unidos sob a seção 301 de sua legislação comercial. De acordo com Durigan, a investigação parece ter mais motivação política do que técnica.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) deve divulgar em breve os resultados dessa apuração, que abrange alegações sobre práticas comerciais desleais do Brasil, incluindo comércio digital, serviços de pagamento, tarifas preferenciais e questões ambientais relacionadas ao desmatamento ilegal.

Investigações sobre comércio podem influenciar diretamente o agronegócio.

Em entrevista à CBN, o ministro afirmou que os argumentos dos EUA são exagerados e que muitos dos pontos já foram discutidos anteriormente. A estratégia do governo brasileiro envolve manter uma comunicação técnica com autoridades dos EUA e participar ativamente de audiências sobre o processo.

Contexto

A seção 301 é um mecanismo utilizado pelos EUA para desafiar políticas comerciais de outros países, podendo resultar em tarifas ou outras formas de retaliação.

Fontes que acompanham a situação apontam que o resultado da investigação pode trazer consequências para além da imposição de tarifas, podendo incluir outros instrumentos de retaliação comercial. No entanto, detalhes sobre quais produtos seriam impactados e as possíveis alíquotas ainda não foram compartilhados publicamente.

A falta de informações específicas complica a elaboração de previsões sobre os impactos econômicos para setores específicos, como o agro e a bioenergia, que são diretamente mencionados na investigação. Enquanto o USTR não divulgar mais detalhes sobre eventuais medidas, o governo e a iniciativa privada continuam avaliando as possíveis repercussões sobre as exportações.

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