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Negócios no Brasil priorizam governança em vez de impacto social

Estudo revela a evolução das práticas de ESG entre PMEs

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 13:00
Negócios no Brasil priorizam governança em vez de impacto social

Um levantamento recente do Sebrae destaca que enquanto 70% das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras têm implementado alguma prática relacionada à sustentabilidade, o impacto social representa a menor parte de suas ações. A pesquisa revela que, enquanto a governança é abordada em 87,2% dos casos e as ações ambientais em 75%, apenas 56,4% das empresas investem em iniciativas sociais.

Esse cenário sugere que muitas corporações consideram a responsabilidade social como uma atividade secundária, não integrada ao cerne de suas operações.

55% dos consumidores brasileiros atualmente analisam com mais atenção as causas apoiadas por marcas, em comparação a uma década atrás.

Em meio a essa nova realidade, o comportamento de compra dos consumidores evoluiu. Um estudo da PwC aponta que 55% dos brasileiros avaliam as causas apoiadas por marcas com um olhar mais crítico do que há dez anos, reforçando a importância dos valores que fundamentam as práticas empresariais.

Integrando o Social ao Negócio

Diante dessa mudança, algumas empresas, como a Machu Picchu Energy, buscam integrar causas sociais ao seu modelo de negócio, em vez de tratá-las como iniciativas isoladas. Desde sua fundação, a startup de bebidas funcionais à base de erva-mate tem promovido uma agenda focada no bem-estar e em causas sociais.

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Os consumidores e investidores hoje querem entender os valores que sustentam a empresa. Estamos vendo cada vez mais negócios incorporando impacto social genuíno em sua estratégia

Bernardo Paiva, sócio-fundador da Machu Picchu Energy.

A Machu Picchu Energy colabora com diversas organizações, como a Gerando Falcões, que foca no desenvolvimento de comunidades vulneráveis e a ONG peruana Alto Peru, que trabalha com esporte e urbanismo comunitário. Nos EUA, a marca se associa à A Walk on Water, que utiliza o surfe como terapia para crianças com necessidades especiais.

Crescimento Sustentável e Impacto Positivo

Após consolidar sua presença nos EUA, a Machu Picchu Energy planeja um faturamento entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões para 2026 no Brasil. Bernardo Paiva afirma que esse crescimento evidencia que propósito e resultados financeiros estão interligados. A sinergia entre esses dois aspectos não apenas facilita a expansão, mas também amplifica o impacto positivo gerado.

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