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política
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Abelardo de la Espriella vence eleições na Colômbia prometendo segurança

Extrema-direita se fortalece diante das promessas de proteção contra a criminalidade

João Pereira25 de junho de 2026 às 17:10
Abelardo de la Espriella vence eleições na Colômbia prometendo segurança

Na recente eleição presidencial da Colômbia, Abelardo de la Espriella, um advogado sem experiência política anterior, conquistou a vitória com 49,6% dos votos no segundo turno, indicando uma crescente preocupação com a segurança, conforme o filósofo Thomas Hobbes. De la Espriella prometeu uma abordagem rigorosa frente à criminalidade, que se tornou a principal preocupação da população, segundo pesquisas.

Com uma mensagem forte de combate à violência, La Espriella superou seu rival, o senador Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro. Em suas primeiras declarações, Cepeda ressaltou a intenção de seu partido em defender os direitos humanos, que estão ameaçados pelas políticas da nova administração, que planeja construir prisões de segurança máxima inspiradas em práticas de segurança de Nayib Bukele em El Salvador.

A eleição foi um reflexo direto da administração de Petro, que cumpre uma agenda de mudanças sociais mas falhou em conter a violência que persiste há décadas.

Petro tomou posse em um ciclo político marcado por promessas de transformação e ao mesmo tempo tentou implementar diálogos com grupos insurgentes e crime organizado. No entanto, seu programa de segurança, Paz Total, não conseguiu desarmar os guerrilheiros e viu o fortalecimento de redes criminosas, que retornaram a aumentar a criminalidade em várias regiões do país.

Contexto

A vitória de La Espriella adiciona a Colômbia à onda de governos ultraconservadores na América Latina, ao lado de líderes como Javier Milei na Argentina e José Antonio Kast no Chile, enquanto a soberania nacional se torna uma preocupação central.

No Peru, a situação política também se agita com protestos contra a eleição de Keiko Fujimori, onde irregularidades nas votações estão sendo frequentemente apontadas por opositores. A divisão no Congresso reflete a tensa situação política que o Peru enfrenta, com novas manifestações previstas após a eleição.

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