AGU defende que STF não pode intervir em venda da Serra Verde
A Advocacia-Geral da União afirma que mudanças devem passar pelo Legislativo

A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve analisar uma ação que contesta a venda da Serra Verde, mineradora de terras raras, para a empresa norte-americana USA Rare Earth, pois questões desse tipo devem ser tratadas por meio de canais administrativos e legislativos.
A AGU ressalta que a medida judicial proposta pelo partido Rede Sustentabilidade utiliza o caso da Serra Verde como um exemplo para criticar a gestão de ativos minerais estratégicos no Brasil. A Serra Verde, localizada em Minaçu, Goiás, é uma das principais player no setor fora da China.
✨ A operação da Serra Verde se tornou significativa após a negociação com a USA Rare Earth, que opera na cadeia de produção de terras raras.
No processo, a Rede Sustentabilidade alega que a entrada de investidores estrangeiros pode causar alterações no controle econômico de projetos minerários importantes sem uma avaliação adequada de seus impactos na soberania nacional e segurança econômica.
Contrapondo-se a essas afirmações, a AGU argumenta que a ação não é o meio apropriado para questionar decisões específicas, e que as solicitações relacionadas a processos administrativos devem seguir as maneiras tradicionais de controle da administração pública.
"A admissão de intervenção judicial substitutiva nesse domínio implicaria deslocamento indevido e prematuro de escolhas estruturantes para o âmbito da jurisdição constitucional, com risco de comprometimento da própria estabilidade regulatória que se pretende preservar.
Além disso, a AGU menciona que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já está analisando a operação. No dia 11 de maio de 2026, foi instaurado um Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração para determinar se a aquisição deve ser submetida a um controle prévio.
Contexto
A operação da Serra Verde é relevante na discussão sobre controle de investimentos em minerais críticos, tema em evolução nas esferas pública e legislativa.
Por fim, a AGU acredita que as possíveis mudanças no controle de investimentos em ativos minerais devem ser definidas pelo Legislativo e pelo Executivo, e não por decisões judiciais. A recente proposta em análise no Senado visa aumentar os poderes do Estado sobre minerais críticos.
A AGU ainda reconhece a importância estratégica dos minerais críticos no cenário global, citando práticas de triagem de investimentos estrangeiros adotadas em países como Estados Unidos, Austrália e na União Europeia, mas ressalta que não existe um modelo único aplicável ao Brasil.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

USA Rare Earth adquire Serra Verde por US$ 2,8 bilhões
Negócio impulsiona a produção de terras-raras nos EUA

Governo Lula busca propostas para Política Nacional de Minerais
Articulações visam evitar impasse na Câmara dos Deputados

Urgente: Brasil precisa reverter venda da Serra Verde e barrar PL 2780/2024
A pressão pela criação da Terrabras se intensifica na Câmara dos Deputados

Aprovação do governo de Ronaldo Caiado atinge 84% em Goiás
Estudo da Quaest revela forte aprovação e um apoio diversificado entre faixas etárias e rendas.






