Argentina destina 10% de privatizações para modernizar Forças Armadas
Governo anuncia investimento em segurança nacional

O governo argentino anunciou que uma fração das receitas obtidas com a privatização de empresas e da venda de imóveis estatais será investida na modernização das Forças Armadas. Segundo Manuel Adorni, chefe de Gabinete, 10% dos valores arrecadados serão direcionados para essa finalidade.
✨ 70% dos recursos destinados à Defesa se o bem for ligado ao ministério.
De acordo com a nova norma publicada no Diário Oficial, 70% dos recursos serão alocados para a Defesa caso os bens estejam sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Apesar de planos ambiciosos para privatizar mais de 40 empresas estatais, até agora, o governo apenas concretizou a venda da Impsa, uma empresa de turbinas estatizada em 2021.
Privatizações em andamento
O governo argentino deu início ao processo de privatização de uma linha ferroviária, empresas energéticas, a Casa da Moeda, além da maior companhia de abastecimento de água do país e uma empresa de manuseio de bagagens nos aeroportos. A expectativa é que essas transações sejam finalizadas até o final do ano.
"As privatizações podem render até 2 bilhões de dólares para o governo
Contexto histórico
As Forças Armadas da Argentina mantiveram uma relação tensa com os governos desde o fim da ditadura em 1983, e a última guerra foi a disputa pelas Ilhas Malvinas com o Reino Unido em 1982.
Recentemente, a relação entre o Executivo e as Forças Armadas se tornou mais próxima, especialmente com a indicação do general Carlos Alberto Presti para o cargo de Ministro da Defesa, o primeiro militar a ocupar essa função desde a ditadura. Este movimento reflete uma mudança na postura do governo em relação à segurança nacional e ao papel das Forças Armadas.
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