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economia
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Caminhoneiros na Argentina encerram greve após perdas de US$ 280 milhões

Acordo estabelece aumento de tarifas e limita despesas administrativas

Giovani Ferreira26 de abril de 2026 às 16:40
Caminhoneiros na Argentina encerram greve após perdas de US$ 280 milhões

Após mais de 14 dias de protestos, caminhoneiros na cidade de Quequén, na província de Buenos Aires, chegaram a um acordo que pôs fim à greve que resultou em significativas perdas econômicas para o setor agrícola.

Acordo entre motoristas e produtores

O novo acordo garante um aumento de 16% nas tarifas de frete e estabelece um limite de 2% nas despesas administrativas, um importante alívio em relação às tarifas anteriores, que estavam causando tensões no setor. Além disso, foi decidido que as taxas de estacionamento no Sítio 0 da Quequén S.A. permanecerão inalteradas.

Vale ressaltar que, após 24 horas na área portuária, os caminhões que permanecerem estacionados serão cobrados pela taxa de estacionamento correspondente.

A greve resultou na não movimentação de 347,6 mil toneladas de grãos e causou perdas que somam cerca de US$ 280 milhões.

Contexto da paralisação

A paralisação envolveu motoristas que acamparam ao longo da estrada para o porto, bloqueando o acesso de caminhões enquanto debatiam aumentos de tarifas com empresas de transporte e produtores agrícolas.

Os caminhoneiros justificaram suas demandas citando a escalada nos custos operacionais, especialmente com o diesel, que subiu mais de 30% em 2026. As reivindicações de aumento variavam entre 25% e 30%, o que foi considerado excessivo para os produtores, levando a intensos debates nas mesas de negociação.

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