Caminhoneiros na Argentina encerram greve após perdas de US$ 280 milhões
Acordo estabelece aumento de tarifas e limita despesas administrativas

Após mais de 14 dias de protestos, caminhoneiros na cidade de Quequén, na província de Buenos Aires, chegaram a um acordo que pôs fim à greve que resultou em significativas perdas econômicas para o setor agrícola.
Acordo entre motoristas e produtores
O novo acordo garante um aumento de 16% nas tarifas de frete e estabelece um limite de 2% nas despesas administrativas, um importante alívio em relação às tarifas anteriores, que estavam causando tensões no setor. Além disso, foi decidido que as taxas de estacionamento no Sítio 0 da Quequén S.A. permanecerão inalteradas.
Vale ressaltar que, após 24 horas na área portuária, os caminhões que permanecerem estacionados serão cobrados pela taxa de estacionamento correspondente.
✨ A greve resultou na não movimentação de 347,6 mil toneladas de grãos e causou perdas que somam cerca de US$ 280 milhões.
Contexto da paralisação
A paralisação envolveu motoristas que acamparam ao longo da estrada para o porto, bloqueando o acesso de caminhões enquanto debatiam aumentos de tarifas com empresas de transporte e produtores agrícolas.
Os caminhoneiros justificaram suas demandas citando a escalada nos custos operacionais, especialmente com o diesel, que subiu mais de 30% em 2026. As reivindicações de aumento variavam entre 25% e 30%, o que foi considerado excessivo para os produtores, levando a intensos debates nas mesas de negociação.
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