Aumento de indecisos afeta Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest
Pesquisa revela a crescente dúvida dos eleitores sobre candidaturas

A pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (15), revela que o número de eleitores indecisos em relação ao voto no 1º turno aumentou significativamente, passando de 5% em maio para 11% atualmente. Este aumento coincide com a queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL), que registrou uma redução de 33% para 28%.
O presidente Lula (PT) lidera a corrida com 40%, um patamar que se mantém estável nos últimos meses. A investigação aponta que o esclarecimento de negociações envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso por fraudes, pode ter contribuído para essa dinâmica.
✨ A indecisão entre os eleitores aumentou, refletindo a crise enfrentada por Flávio Bolsonaro, sem que as intenções de voto tenham se transferido significativamente para Lula ou outros candidatos da direita.
Impacto na direita e a importância da campanha eleitoral
Felipe Nunes, diretor da Quaest, observa que os eleitores estão percebendo a melhora do governo, mas ainda não se decidiram por um candidato. A campanha, que terá início em 16 de agosto, será crucial para candidatos da direita que são pouco conhecidos, como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que apresentam índices de reconhecimento preocupantes.
"A campanha produz grandes efeitos de mudança de opinião, devido à performance em entrevistas, nos debates ou pelos ataques dos adversários
Dados de reconhecimento
Cerca de 44% dos entrevistados desconhecem Caiado, 50% não conhecem Zema e 77% não sabem quem é Renan Santos.
Mudanças na confiança de voto
A pesquisa também destaca que a confiança de quem declara votar em Flávio Bolsonaro está em queda. O percentual de eleitores dispostos a mudar de voto aumentou de 30% em junho para 37% em julho. Em contrapartida, a confiança no voto em Lula cresceu, com apenas 23% dos apoiadores indicando que podem mudar de opinião.
✨ Essa mudança na convicção indica um aquecimento favorável a Lula e um esfriamento para Flávio, refletindo uma transição nas opiniões do público.
Nos últimos quatro meses, a aprovação ao governo Lula cresceu de 43% para 48%, impulsionada por iniciativas como o programa Desenrola 2.0 e a expectativa de melhorias nas políticas de impostos. Apesar disso, Nunes observa que o petista parece ter atingido um teto em suas intenções de voto, permanecendo com cerca de 40% desde fevereiro.
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