Baixa adesão de jovens ao título de eleitor em Presidente Prudente
Eleições em 2024 revelam desafios na participação do eleitorado jovem

A cidade de Presidente Prudente (SP) enfrenta uma preocupante realidade nas Eleições de 2024, com um número extremamente baixo de adolescentes aptos a votar. Apenas uma fração dos jovens de 16 e 17 anos possui título de eleitor, evidenciando a falta de engajamento político entre esta faixa etária.
Cenário nacional e estadual
Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelam que São Paulo e Rio de Janeiro têm as menores taxas de jovens com título de eleitor, com 11,7% e 11,3%, respectivamente. Esses números ficam aquém da média nacional de 20,3%.
✨ O prazo para solicitar o título de eleitor ou regularizá-lo termina em 6 de maio de 2024.
Até fevereiro, apenas 1,8 milhão dos cerca de 5,8 milhões de jovens entre 16 e 17 anos no Brasil obtiveram o documento, correspondendo a apenas 20%. Em São Paulo, cerca de 139 mil já estavam registrados, enquanto no Rio, somente 47,5 mil.
Diferenças regionais
Enquanto os índices de São Paulo e Rio de Janeiro são alarmantes, estados do Norte e Nordeste apresentam maior envolvimento entre os jovens. Em Rondônia, por exemplo, 40,5% dos adolescentes estão registrados, superando a participação em estados como Tocantins e Piauí, que também ultrapassam os 30%.
"A baixa adesão entre jovens é um desafio que não pode ser ignorado. Precisamos incentivar a participação política para que suas vozes sejam ouvidas
Em resposta à situação, o Unicef, em colaboração com o TSE, lançou uma campanha para motivar adolescentes a se registrarem. Gabriela Mora reforça que apenas se indignar nas redes sociais não é suficiente; a verdadeira mudança começa com o voto.
Mobilização pela participação
A campanha inclui ações em escolas e iniciativas digitais, como uma competição entre Núcleos de Cidadania do Adolescente, para aumentar o número de jovens com título de eleitor.
Historicamente, o interesse dos adolescentes pelo voto tem oscilado. Em 2022, mais de 2 milhões de jovens se cadastraram, mas as taxas atuais se aproximam dos índices de 2018, o que indica um retrocesso na participação eleitoral. A expectativa é que ações como as do Unicef e TSE revertam esse cenário nas próximas eleições.
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