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BNDES e GSI firmam pacto para proteger fronteiras do Brasil

Acordo visa aprimorar a segurança e infraestrutura nas áreas limites do país

Ricardo Alves27 de maio de 2026 às 11:20
BNDES e GSI firmam pacto para proteger fronteiras do Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) selaram um compromisso nesta terça-feira (26) para intensificar a proteção das fronteiras brasileiras. A assinatura do protocolo aconteceu durante o III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras, realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

O acordo, conforme as entidades, é voltado à segurança pública, infraestrutura estratégica, inovação, monitoramento e proteção do meio ambiente. O documento foi assinado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e pelo ministro-chefe do GSI, general Marcos Antônio Amaro dos Santos.

A parceria inclui o intercâmbio de conhecimentos e dados para reforçar a presença do Estado em áreas costeiras e marítimas.

Mercadante revelou que o programa BNDES Azul já investiu R$ 21,8 bilhões nos últimos três anos e que a instituição pretende aumentar o suporte a ações relacionadas à segurança, logística e vigilância no ambiente marítimo do Brasil.

Entre as prioridades listadas, estão a modernização da infraestrutura portuária, o aumento da vigilância nas operações portuárias, o incentivo à piscicultura e a promoção de combustíveis renováveis para navegação.

Interconexão entre Segurança e Desenvolvimento

No evento, as autoridades destacaram a ligação entre a proteção da fronteira marítima, infraestrutura crítica e comércio exterior. O ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos enfatizou que segurança e desenvolvimento estão interligados na agenda do Estado.

O comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Marcos Sampaio Olsen, defendeu que o país deve implementar ações contínuas em áreas de inteligência, vigilância, tecnologia e coordenação.

Para o setor produtivo, o foco central reside na segurança logística e na estrutura portuária, que é crucial para os embarques de produtos brasileiros.

O conteúdo apresentado no fórum não especificou prazos, valores ou projetos direcionados ao agronegócio. A continuidade das discussões ocorrerá na quarta-feira (27), com novos painéis relacionados à fronteira marítima.

Embora as diretrizes de cooperação tenham sido divulgadas, ainda não foram apresentadas um cronograma operacional ou uma lista de projetos com foco setorial definido.

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