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política
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Boulos sugere revogação da taxa das blusinhas antes das eleições

Ministro afirma que revisão depende de análise de impactos da medida

Fernanda Lima17 de abril de 2026 às 15:55
Boulos sugere revogação da taxa das blusinhas antes das eleições

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, declarou que a revogação da chamada "taxa das blusinhas" é uma possibilidade, em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.

A declaração surge em um momento em que, a menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e aliados políticos estão considerando a revogação dessa taxação.

Boulos ressaltou que a "taxa das blusinhas" foi uma iniciativa do Parlamento, não do governo.

O preço imposto sobre compras internacionais, que tem gerado controvérsia, foi criticado pelo presidente Lula, que a chamou de "irracional", embora tenha sancionado a lei que a instituiu. Boulos explicou que o governo apenas sancionou uma norma aprovada pelo Legislativo e que a inclusão da taxa não foi proposta pelo Executivo.

"

"O texto enviado pelo governo não previa a taxa. O relator a incluiu, e isso muitas vezes não é mencionado nos debates"

afirmou Boulos.

Boulos também enfatizou a importância de avaliar os efeitos da taxação antes de tomar uma decisão. Ele citou a necessidade de entender como essa medida tem impactado o mercado de trabalho e os custos para os consumidores que realizam compras por plataformas digitais.

O que é a 'taxa das blusinhas'?

A "taxa das blusinhas" se refere à tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, sancionada em 2024, que gerou R$ 1,28 bilhão em arrecadação no primeiro trimestre de 2026.

A arrecadação com o imposto sobre importação mostrou um incremento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, ao passo que a medida enfrenta críticas por afetar os Correios e ser vista com preocupação por alguns setores políticos.

José Guimarães, novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), também falou sobre o assunto, manifestando que considera positivo o debate sobre a revogação da medida. No entanto, os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) se opõem ao fim da taxa.

Geraldo Alckmin, ex-chefe do Mdic, apoiou a manutenção do imposto, dizendo que não há decisão ainda para revogar a taxação. Recentemente, empresários e trabalhadores de 67 associações enviaram uma carta ao presidente Lula expressando sua desaprovação em relação ao potencial fim da taxa.

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