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Brasil busca unificar estratégia para acordos em minerais críticos

Cooperação internacional é prioridade diante da demanda crescente

Gabriel Azevedo09 de junho de 2026 às 15:30
Brasil busca unificar estratégia para acordos em minerais críticos

O embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, destacou que o Brasil enfrenta um aumento significativo de propostas de colaborações internacionais voltadas para minerais críticos. Segundo ele, essa demanda crescente exige uma estratégia coesa do governo.

Durante seminário promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Lyrio ressaltou a importância de estabelecer quais aspectos são essenciais nos engajamentos internacionais. O foco, afirmou, deve estar no processamento mineral, mas é necessário resolver questões internas antes de avançar.

O Brasil precisa de um discurso unificado para evitar abordagens fragmentadas.

O embaixador enfatizou que a demanda não se limita ao Itamaraty, pois diversos ministérios têm sido contatados. Isso pode resultar em propostas desencontradas, o que torna essencial uma coordenação interna sólida.

Lyrio também observou que cada mineral crítico tem sua lógica estratégica e faz parte de cadeias globais únicas. Portanto, o Brasil deve avaliar parcerias com base nas particularidades de cada mineral, considerando fatores como processamento e mercados consumidores.

Atualmente, o Brasil já estabeleceu acordos semelhantes com países como Índia, Arábia Saudita e Coreia do Sul, priorizando a cooperação que não apenas exporta matérias-primas, mas também enfatiza a necessidade de agregar valor e expandir o processamento local.

Além disso, o diálogo com os Estados Unidos está em andamento para um acordo focado em cadeias de suprimento de minerais críticos, em resposta à necessidade de reduzir a dependência da China nesse setor. O Brasil busca assegurar que qualquer parceria preserve sua autonomia e envolva compromissos com industrialização e transferência de tecnologia.

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