Brasil discute segurança energética e minerais estratégicos no Brics e G7
O ministro Dario Durigan revela planos para fortalecer parcerias internacionais

O Brasil está posicionado para abordar as consequências econômicas das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, assim como as negociações sobre minerais críticos, nas reuniões do Brics e do G7. A informação foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante uma entrevista na TV Brasil.
✨ O país busca se afirmar como fornecedor estratégico de recursos minerais e promover investimentos internacionais.
Durigan destacou que as discussões internacionais abrangerão aspectos como segurança energética e atração de investimentos, refletindo a crescente tensão geopolítica global. Essas estratégias visam mitigar possíveis efeitos sobre setores essenciais da economia brasileira, incluindo combustíveis, agronegócio e mineração.
O ministro partirá para a Rússia nesta quarta-feira (13), onde participará da reunião do Bancos dos Brics em Moscou. A pauta principal será discutir formas de minimizar os impactos das guerras internacionais na economia brasileira.
"O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa
Embora os conflitos internacionais estejam fora do controle do Brasil, Durigan lembrou que as consequências destes eventos afetam diretamente a população, especialmente em relação ao custo dos combustíveis.
Iniciativas em Saúde e Minerais Críticos
Além da segurança econômica, o ministro abordará a continuidade de investimentos do Novo Banco de Desenvolvimento, que inclui projetos como o primeiro Hospital Inteligente da América Latina, em colaboração com a Universidade de São Paulo.
A pauta sobre minerais críticos como terras raras, nióbio e grafeno também será levada às reuniões na Rússia e depois na França, durante o G7. O governo brasileiro busca se consolidar como um fornecedor central desses materiais essenciais para a indústria tecnológica.
Resolução do Congresso
Uma nova legislação aprovada visa garantir segurança jurídica para investidores estrangeiros enquanto mantém o controle nacional sobre os recursos minerais.
Durigan enfatizou que a estratégia do Brasil é atrelada à industrialização local e à geração de empregos, evitando a dependência de produtos industrializados importados. O foco está em transformar os recursos minerais em valor agregado dentro do país.
Agenda no G7
Durante as reuniões em Paris, o Brasil participará como convidado nas discussões do G7. A agenda incluirá debates sobre segurança global e estratégias econômicas para enfrentar a instabilidade geopolítica atual.
O ministro disse que o Brasil se posiciona como uma alternativa confiável para o fornecimento de minerais críticos, em resposta à dependência global da China neste setor.
A equipe econômica do Brasil também busca avançar nas negociações com países europeus para atrair investimentos para o setor mineral, apoiando a estrutura legal recém-aprovada.
Por último, Durigan reafirmou que a política externa do Brasil permanecerá centrada na defesa da soberania econômica, promovendo a industrialização e a autonomia no setor de recursos naturais.
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