Governo brasileiro afirma que minerais críticos pertencem ao povo nacional

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, anunciou nesta quinta-feira que o governo brasileiro não acatará o pedido formal dos Estados Unidos para impor restrições aos investimentos estrangeiros em áreas de minerais críticos e terras raras.
A solicitação americana visava limitar os aportes de entidades que, segundo eles, não seriam orientadas pelo mercado, com base em modelos já adotados pelos EUA e pela Austrália. Contudo, Rosa deixou claro que o Brasil rejeitará essa proposta, afirmando que 'as terras raras e os minerais críticos pertencem ao povo brasileiro'.
✨ Brasil recusa limitações a investimentos estrangeiros, reafirmando soberania sobre minerais críticos.
Em suas palavras, Rosa explicou que a proposta de restringir investimentos não foi aceita em um diálogo anterior. O ministro não entrou em detalhes sobre as entidades que seriam afetadas ou os instrumentos sugeridos pelos EUA para essas limitações.
A demanda por minerais críticos é crescente, especialmente devido à sua importância para setores como defesa, energia e eletrônicos. O pedido americano surge em um contexto de competição global, onde os EUA buscam reduzir a dependência em relação à China na produção de tais minerais.
O anúncio do ministro ocorre em um momento de tensão comercial, logo após o USTR implementar uma tarifa adicional de 25% sobre vários produtos brasileiros. Essa tarifa entra em vigor em 22 de julho de 2026, mas os EUA optaram por isentar diversos minerais estratégicos dessa sobretaxa.
Embora os Estados Unidos tentem pressionar o Brasil comercialmente, eles se abstiveram de encarecer matérias-primas essenciais, como minério de ferro, nióbio e produtos de lítio, justificando que tarifas poderiam resultar em escassez de oferta e impactar a economia americana.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política




Levantamento BTG Pactual/Nexus divulgado nesta segunda-feira (24) mostra disputa apertada; senador também justificou ausência no primeiro debate presidencial

Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a campanha de 2026 em São Bernardo do Campo e aparece à frente no primeiro turno, enquanto pesquisas indicam disputa mais apertada em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária e recebeu autorização do STF para deixar temporariamente a residência; horário da saída será mantido em sigilo por segurança.

Mesmo fora da disputa presidencial, Jair Bolsonaro continua influenciando a campanha da família e o cenário da direita; novas declarações sobre os episódios posteriores à eleição de 2022 também reacendem o debate sobre seu legado.