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Brasil critica tarifas americanas de 25% como tentativa de interferência

Chanceler Mauro Vieira denuncia motivações políticas das novas tarifas

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 14:45
Brasil critica tarifas americanas de 25% como tentativa de interferência

O chanceler Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, fez uma declaração contundente nesta quinta-feira, afirmando que as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não possuem justificativa válida e são motivadas por questões políticas.

Vieira alegou que a imposição das tarifas reflete uma tentativa de interferência por parte dos EUA no Judiciário do Brasil, destacando que as investigações conduzidas são unilaterais. "Mantivemos mais de 30 reuniões em níveis presidencial e ministerial, porém as decisões americanas ganharam esse tom de unilateralidade", afirmou.

Novas tarifas entram em vigor em 22 de julho.

O chanceler recordou sua conversa com Jamieson Greer, na qual até então a tarifa aplicada era de 10%, a menor para outros países. Ele apontou que a abordagem do governo americano, que inclui ameaças de tarifas, remete a um comportamento incomum e inaceitável.

Vieira também criticou a postura de alguns representantes americanos, como Marco Rubio, afirmando que comentários feitos em relação ao Brasil foram desrespeitosos. O ministro enfatizou que as pressões exercidas pelos Estados Unidos visam forçar o Brasil a abrir totalmente sua economia a interesses estrangeiros, o que o governo brasileiro considera inaceitável.

Contexto

A nova política de tarifas é resultante de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que visa identificar e tratar barreiras comerciais em outros países.

Ao final, Vieira reiterou o comprometimento do governo do presidente Lula em buscar um diálogo construtivo e disposto a negociar, em contraste com as atitudes hostis que têm sido observadas por parte dos EUA.

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