Lula apresenta dados sobre desmatamento para evitar tarifas dos EUA
Presidente busca mostrar queda na taxa de desmatamento para diminuir punições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta quinta-feira (11), que o governo brasileiro enviará informações sobre a redução do desmatamento ao representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em um esforço para evitar tarifas mais altas sobre produtos brasileiros.
Durante visita ao Observatório Regional Amazônico, em Brasília, Lula destacou a necessidade de apresentar dados que comprovam a diminuição das taxas de desmatamento, utilizadas por alguns setores dos EUA como justificativa para aumentar a taxação sobre exportações brasileiras.
✨ Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram queda significativa no desmatamento no Cerrado e na Amazônia em maio de 2026.
O presidente salientou que o governo americano, ao impor tarifas, havia divulgado informações incorretas anteriormente, quando argumentou um déficit comercial. "Nós provamos que tiveram superávit muito alto em 15 anos", afirmou.
Além disso, Lula criticou o que considera falta de compreensão dos americanos sobre as ações adotadas pelo Brasil para enfrentar a questão do desmatamento. Ele argumentou que essas medidas devem ser reconhecidas em um contexto mais amplo de cooperação entre as nações.
Na última quarta-feira (10), o governo brasileiro expressou desapontamento quanto a tarifas impostas durante a administração de Donald Trump, e o tema do desmatamento foi central em debates realizados no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, também comentou sobre a recente queda nas taxas de desmatamento. Ele negou que a divulgação dos dados fosse uma resposta a pressões externas, ressaltando que a transparência é um princípio contínuo do governo.
Contexto da Redução do Desmatamento
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o desmatamento na Amazônia caiu 61,4% e no Cerrado, 12,2%.
Capobianco afirmou que os dados a serem divulgados a partir desta quinta-feira serão acessíveis ao público e que também apoiarão futuras negociações com o governo dos Estados Unidos, visando esclarecer mal-entendidos sobre as práticas ambientais do Brasil.
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