Bruno Fonseca rompe com bolsonarismo e defende pautas de esquerda
Jovem de 20 anos relata trajetória de mudança política

Bruno Fonseca, aos 20 anos, anuncia sua ruptura com o bolsonarismo ao afirmar 'Eu sou um ex-bolsonarista', em vídeo viral que já acumulou mais de 1,5 milhão de visualizações, compartilhando sua jornada de transformação política.
Desde a pré-adolescência, Bruno se viu atraído pela extrema-direita, mas sua perspectiva mudou em função de experiências pessoais e do ambiente universitário. Ao escutar críticas a questões sociais, ele passou a defender temas como políticas para a mulher e direitos trabalhistas, que lhe renderam a etiqueta de 'esquerdista'.
✨ Bruno destaca: 'Se defender o mínimo de dignidade é ser de esquerda, então eu sou de esquerda.'
Trajetória e Influências
Bruno começou sua caminhada política aos 12 anos, consumindo conteúdos de YouTube sem capacidade crítica. Ele cita influências como Arthur do Val e Kim Kataguiri e se integrou ao Movimento Brasil Livre até 2022, quando o grupo se afastou de Jair Bolsonaro, mas ainda assim se manteve próximo do bolsonarismo, chegando a se filiar ao Partido Liberal. Durante esse período, ele se alinhou com figuras como Nikolas Ferreira, que atraem um público mais jovem.
Ele acredita que sua conexão com a extrema-direita foi facilitada por um discurso moral que atrelava política a valores religiosos. Bruno comenta que o bolsonarismo se apresenta como o 'guardião da moral', e quem discorda é visto como inimigo do país e de Deus.
O Papel da Universidade
A virada em sua visão política teve início em 2025, ao se matricular no curso de Direito. O convívio com colegas de diferentes realidades sociais ampliou sua compreensão sobre desigualdade, levando-o a perceber a 'simplificação' que o discurso da extrema-direita propõe para problemas complexos.
A ruptura com o bolsonarismo se concretizou em outubro de 2025, quando Bruno se desvinculou do PL. A atuação do grupo durante uma comissão parlamentar e a reação de seguidores diante de alegações sobre feminicídio foram momentos determinantes para sua decisão de romper com essa ideologia.
Apesar das consequências pessoais dessa mudança, Bruno afirma que está 'em paz' com sua nova postura.
Reflexões sobre o Cenário Político
Analisando o atual cenário político, Bruno acredita que o Brasil está dividido entre propostas opostas. Ele critica a radicalização associada ao bolsonarismo, responsabilizando especialmente o senador Flávio Bolsonaro por perpetuar essa agenda. Embora tenha críticas ao governo de Lula, considera que as divergências econômicas são menos relevantes do que a promoção do ódio.
"Na dúvida, pergunte-se: quem representa o ódio às mulheres, às pessoas pretas, quem pauta anistia aos que cometeram crimes neste país?
Bruno expressa estar preparado para enfrentar a extrema-direita e ajudar outros a questionarem suas crenças, mesmo afirmando não ter ambições eleitorais por enquanto. 'Minha missão hoje é fazer com que mais pessoas questionem e possam sair disso', conclui.
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