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política
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Argentina Reavalia Passado em Grande Manifestação Contra Políticas de Milei

Comemoração do 50º aniversário do golpe de 1976 convoca multidão em Buenos Aires e revela tensões entre passado e presente.

Ricardo Alves02 de abril de 2026 às 10:45
Argentina Reavalia Passado em Grande Manifestação Contra Políticas de Milei

No dia 24 de março, a Praça de Maio, em Buenos Aires, foi palco de uma manifestação imponente em memória aos 50 anos do golpe militar de 1976. Com uma diversidade significativa de participantes, o evento se destacou não apenas pela quantidade, mas pela profundidade das mensagens transmitidas.

O cenário refletiu uma análise crítica do atual modelo econômico proposto pelo presidente Javier Milei, que, segundo os manifestantes, ecoa as diretrizes da ditadura. O ato não foi apenas uma lembrança do passado, mas um alerta para o presente.

Um alerta à memória histórica

A manifestação se desenrolou em um marco significativo, dois anos após o início do governo de Milei, que tem se posicionado contra a memória histórica do terrorismo de Estado. Os discursos presentes ressaltaram uma analogia direta entre as políticas do passado e as atuais.

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Esse programa econômico não é novo. É uma reedição da lógica de Martínez de Hoz - Carlos Heller

A crítica afirmativa de Milei: um modelo questionável.

Ressurgência de um Debate Antigo

As comparações entre o atual governo e a ditadura militar enfatizam os riscos de desindustrialização e aumento da desigualdade.

O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, também se manifestou, relembrando que o país já experimentou essas estratégias, resultando não apenas em crises econômicas, mas na marginalização de grandes setores sociais.

A mobilização atraiu milhares de argentinos, muitos organizados em colunas representando grupos peronistas, esquerdistas e outros setores que defendem a história dos direitos humanos. Os lenços brancos, símbolo das Mães da Praça de Maio, eram visíveis em meio à multidão e guardavam a memória dos desaparecidos.

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Que Milei e sua turma saibam que eles não nos derrotaram - Taty Almeida

O governo atual tem tentado minimizar a importância do golpe de 1976, reescrevendo a narrativa histórica. Contudo, essa tentativa é contestada por especialistas e críticos, apontando que o golpe ocorreu sem uma real ameaça militar.

O atual modelo econômico: continuidade com o passado.

  • 1Desarticulação de sindicatos
  • 2Liberalização abrupta da economia
  • 3Políticas de ajuste fiscal rígidas
  • 4Desregulamentação financeira

Perspectivas Futuras

A manifestação de 24 de março não apenas honrou os desaparecidos, mas reativou um importante debate sobre o modelo econômico na Argentina e suas implicações para o futuro.

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