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política
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Caiado apoia classificação de facções como terroristas

Pré-candidato à Presidência defende cooperação internacional das autoridades.

Fernanda Lima01 de junho de 2026 às 22:15
Caiado apoia classificação de facções como terroristas

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, destacou que as facções PCC e Comando Vermelho são as 'multinacionais' brasileiras que mais cresceram nos últimos anos e apoiou a decisão dos Estados Unidos de classificá-las como grupos terroristas.

Caiado alertou que a real preocupação para o Brasil não reside na declaração em si, mas nas possíveis repercussões comerciais com outros países, especialmente à luz da crescente exportação de cocaína brasileira para a Europa e Estados Unidos. Ele mencionou: 'Não corremos risco com a declaração de Trump, mas sim com os países europeus que querem fugir do acordo Mercosul-União Europeia.'

O Brasil é o maior exportador de cocaína para a Europa e EUA, o que pode gerar retaliações ao mercado nacional.

Em um evento promovido pela Itatiaia em parceria com a CNN, o pré-candidato enfatizou que a rotulação das facções como terroristas não resolverá o problema da criminalidade, mas poderá servir como uma ferramenta de cooperação internacional no combate ao crime organizado.

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'Em cinco mandatos, quais foram as maiores multinacionais que cresceram? PCC e Comando Vermelho. São as duas maiores multinacionais do crime hoje.'

Ronaldo Caiado

Sobre os possíveis impactos dessa classificação no mercado financeiro, Caiado minimizou os efeitos, afirmando que apenas instituições envolvidas em atividades ilícitas seriam prejudicadas. 'Vai afetar o sistema financeiro? Sim. A fintech que estiver lavando dinheiro e o que estiver participando do narcotráfico vão ser afetados', garantiu.

Caiado também expressou sua decepção por não ter sido ele a propor essa iniciativa como presidente. Ele lamentou não poder encaminhar ao Congresso Nacional a declaração dessas facções como organizações terroristas, citando os graves impactos que a atuação delas tem sobre a vida de milhões de brasileiros.

Caiado prevê que as facções criminosas 'ocupam o país, sequestram a vida de milhões de brasileiros'.

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