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política
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Ronaldo Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro em relação a tarifas dos EUA

Caiado contesta posturas dos líderes em meio a ameaças de tarifaço

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 20:40
Ronaldo Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro em relação a tarifas dos EUA

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro, ambos envolvidos na controvérsia sobre a ameaça de um nova tarifa dos Estados Unidos. Durante uma entrevista ao Flow Podcast, Caiado arguiu que Lula provoca os EUA visando benefícios eleitorais, enquanto acusa Flávio de se submeter aos interesses norte-americanos.

"Não se admite que um candidato à presidência adote uma postura que não represente os interesses do Brasil. É fundamental responder a essas imposições de forma assertiva e com estratégia, ao invés de se deixar levar por provocações ou se submeter", afirmou Caiado.

Caiado enfatizou a necessidade de resgatar a credibilidade do Itamaraty em meio a negociações críticas.

Recentemente, o Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) sugeriu a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais que prejudicariam empresários norte-americanos. Caiado defendeu que o Brasil deve refutar essas alegações de forma clara e contundente.

Em sua crítica a Lula, Caiado fez referências a disputas eleitorais em outros países, indicandou que Lula tenta imitar estratégias de provocação similares. "A estratégia de Lula é clara: provocar Trump para conseguir apoio nas eleições, mas essa não é uma abordagem válida para a soberania do Brasil", disse.

Quanto a Flávio Bolsonaro, o ex-governador classificou como um erro a atitude de enviar um documento ao governo americano que solicita que não sejam aplicadas tarifas até as eleições. "Isso revela uma postura de submissão e pode prejudicar o Brasil no cenário internacional", ponderou Caiado.

Contexto das Tarifas

O prazo para um entendimento entre Brasil e EUA sobre as tarifas termina em 15 de julho. O governo brasileiro espera dialogar mais duas vezes com o USTR antes dessa data, embora muitos acreditam que um tarifaço é uma ameaça real.

A avaliação interna é de que a recomendação apresentada pelo USTR tem razões políticas e não leva em conta os argumentos técnicos elaborados por brasileiros ao longo das negociações. Existe uma expectativa crescente de que essas tarifas sejam inevitáveis e possam impactar a economia dos EUA.

  • 1Desafios nas relações Brasil-EUA
  • 2Estratégias eleitorais controversas
  • 3Consequências econômicas das tarifas propostas

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