Servidora pública Tuca é investigada por papel na fraude

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu bloquear R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, devido a suspeitas de que ele esteja envolvido em desvios de emendas parlamentares.
Mariângela Fialek, conhecida como 'Tuca', é citada no processo como 'consultora, facilitadora e implementadora' das demandas que lhe foram repassadas por Cunha, o que levanta ainda mais suspeitas sobre sua atuação.
Fialek já está ligada a outras duas investigações relacionadas ao 'orçamento secreto' no Congresso. Uma delas foi iniciada esta semana, focando no presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto. A outra faz parte da Operação Transparência e investiga o deputado Arthur Lira, do PP-AL, para o qual Tuca já foi assessora.
✨ “Fialek dominava procedimentos administrativos sobre emendas, permitindo fraudes no processo legislativo,” diz a decisão judicial.
A nova decisão do STF indica que há indícios robustos de malversação de recursos públicos, com envolvimento de Tuca na alocação e remanejamento de emendas de forma ilegal.
Natural de União da Vitória, no Paraná, Mariângela Fialek, 51 anos, é advogada e possui uma carreira extensa no serviço público, incluindo funções na Casa Civil durante o governo Lula e na assessoria do Senado por uma década.
Em defesa, Tuca afirma que sua atuação foi sempre técnica e apartidária, sem qualquer prática de irregularidades. Até o momento, Eduardo Cunha não se manifestou sobre a decisão.
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Jornalista especializado em Justiça




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