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Câmara: Servidora tinha autorização para favorecer Eduardo Cunha

Investigação revela conivência da servidora com esquema de desvio

Gabriel Rodrigues12 de julho de 2026 às 13:40
Câmara: Servidora tinha autorização para favorecer Eduardo Cunha

A investigação da Polícia Federal revelou que a servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, conhecida como 'Tuca', atuou com aprovação do presidente da Câmara para realizar desvios de emendas em favor do ex-deputado Eduardo Cunha.

De acordo com documentos da PF, essas ações implicam um alto grau de promiscuidade no manuseio do chamado orçamento secreto. A investigação identificou que Cunha, apesar de não ser mais deputado, contava com a influência necessária para redirecionar recursos públicos, serviços que a ex-servidora aparentemente facilitou.

Bloqueio de R$ 6 milhões é resultado da investigação sobre o esquema de desvio de emendas.

A operação, que é parte da chamada 'Operação Transparência', começou em dezembro do ano passado, com Fialek sendo um dos principais alvos. O relatório da PF aponta que, em investigações anteriores, já era possível notar a falta de controle na distribuição de emendas, mas agora, com as novas evidências, ficou mais claro o papel central de Tuca nesse esquema.

Contexto

A distribuição de emendas é uma tarefa exclusiva dos deputados e senadores em exercício. Neste caso, a PF identificou práticas de peculato, evidenciando que Cunha se beneficiava de um arranjo que favorecia seus interesses utilizando a servidora como intermediária.

Até o fechamento desta reportagem, a assessoria da Presidência da Câmara não havia retornado ao contato feito pelo g1.

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