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Chanceler Mauro Vieira alerta sobre riscos de ação militar dos EUA no Brasil

Ministério das Relações Exteriores destaca preocupações em documento.

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 16:20
Chanceler Mauro Vieira alerta sobre riscos de ação militar dos EUA no Brasil

O Ministério das Relações Exteriores revelou preocupações acerca de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. Essa afirmação surge na esteira do reconhecimento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas por autoridades norte-americanas.

A carta, assinada pelo chanceler Mauro Vieira, foi encaminhada à Câmara em resposta ao deputado Evair de Melo (PP-ES) e sugere que essa designação pode abrir precedentes para que ações militares sejam tomadas em território brasileiro.

Mauro Vieira indicou que a designação pode facilitar a aplicação de sanções unilaterais dos EUA, afetando indivíduos e organizações brasileiras.

No documento protocolado em 2 de julho e após divulgado pelo portal Metrópoles, o chanceler destacou que essa categorização poderia levar a medidas administrativas e judiciais contra cidadãos brasileiros, mesmo aqueles sem ligação direta com as facções mencionadas.

Ademais, Vieira ressaltou que o uso da força militar dos EUA no Brasil é uma possibilidade real, o que representa um desafio à soberania nacional.

Consequências e Sanções

O impacto desta designação vai além de ações militares, conforme mencionado pelo chanceler. Ele advertiu que as consequências podem incluir uma justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras nas esferas financeira, migratória e penal.

Na semana passada, o governo Trump iniciou sanções econômicas contra indivíduos e empresas supostamente ligadas ao PCC, solidificando os riscos mencionados por Vieira, que reforçou a oposição do governo brasileiro a essas medidas.

  • 1Victor Henrique de Oliveira Shimada
  • 2Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções a duas pessoas e três empresas brasileiras, além de uma portuguesa, por ligações com o PCC. Os bens dos sancionados são bloqueados no território americano.

Contexto

Em junho, o Departamento de Estado dos EUA declarou o PCC e o CV como organizações terroristas, ao mesmo tempo ignorando apelos do governo brasileiro para reconsiderar essa classificação.

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