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política
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Chefe de gabinete argentino admite ter ocultado 500 mil dólares

Manuel Adorni reconhece irregularidades em suas declarações financeiras

Acro Rodrigues11 de junho de 2026 às 15:05
Chefe de gabinete argentino admite ter ocultado 500 mil dólares

O chefe de gabinete da Argentina, Manuel Adorni, revelou que escondeu pelo menos 500 mil dólares (equivalente a 2,5 milhões de reais) em suas declarações financeiras, justificando a ocultação como prática comum entre os cidadãos argentinos em meio a um cenário econômico desafiador.

Em declarações ao canal de notícias LN+, Adorni, que atua no governo do presidente Javier Milei, assumiu a responsabilidade e anunciou que enviou uma versão corrigida de suas informações financeiras ao Escritório Anticorrupção. Ele reconheceu seu erro e se comprometeu a pagar todos os tributos e multas devidos em decorrência dessa falha.

Adorni admitiu que os 500 mil dólares vieram de investimentos privados e criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de entrar para a administração pública em dezembro de 2023.

Esses dados não declarados serão integrados a uma investigação judicial em andamento sobre possíveis irregularidades nas declarações de patrimônio do ministro. Adorni detalhou que, embora tenha investido 200 mil dólares, lucrou cerca de 300 mil dólares com seus investimentos, justificando não ter declarado tais rendimentos pela necessidade de se resguardar do sistema político tradicional.

A revelação marca uma reviravolta no discurso de Adorni, que antes havia negado qualquer ocultação patrimonial em uma audiência no Congresso em abril. Desde que assumiu sua função, em novembro, ele já enfrentou controvérsias, principalmente relacionadas a sua vida pessoal e estilo de vida, incluindo viagens luxuosas e a compra de propriedades não reportadas.

Apesar da situação conturbada, o presidente Milei expressou publicamente seu apoio a Adorni, afirmando que confia na regularidade de suas atividades financeiras. A polêmica começou em março com reportagens sobre uma viagem a Nova York com sua esposa e a utilização de um jato particular para férias em família. Até o momento, Adorni não foi convocado para prestar depoimento na investigação judicial.

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