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CNT propõe coordenação nacional para impulsionar hidrovias

Estudo propõe melhorias na navegação interior do Brasil

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 13:55
CNT propõe coordenação nacional para impulsionar hidrovias

Um estudo inédito da Confederação Nacional do Transporte (CNT) propõe a criação de uma instância nacional destinada a coordenar a política de hidrovias, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento da navegação interior no Brasil.

Elaborado pela consultoria Pezco em colaboração com o Ministério de Portos e Aeroportos e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o documento apresenta um diagnóstico sobre a governança e a regulação do setor, além de uma lista de recomendações técnicas.

Entre as recomendações estão a elaboração de um plano setorial para o modal, fortalecimento dos programas de dragagem e manutenção das vias navegáveis, e a criação de mecanismos financeiros para as concessões hidroviárias.

Durante a apresentação do estudo em Brasília, Valter Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT, enfatizou que a logística deve ser encarada como uma política de Estado, requerendo planejamento a longo prazo e a colaboração de diversos envolvidos para a transformação do setor.

O economista Frederico Turolla, responsável pela parte técnica do estudo, discorreu sobre como as propostas visam incluir o modal hidroviário no planejamento logístico nacional, organizando ações em curto, médio e longo prazo para superar os gargalos existentes.

Contexto

Apesar de possuir uma das maiores redes hidrográficas do mundo, o Brasil tem aproveitado apenas uma fração desse potencial para o transporte de cargas e passageiros, necessitando de uma estratégia que posicione as hidrovias como um elemento chave na economia nacional.

Os desafios para o transporte de cargas incluem a falta de visibilidade das hidrovias, a fragmentação da governança, a insegurança na regulação e a escassez de mão de obra qualificada. Para o transporte de passageiros, o estudo aponta deficiências na infraestrutura e a elevada informalidade do setor.

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