Comissão aprova lei para reagir a medidas ambientais estrangeiras
Novo projeto busca defender setores produtivos brasileiros.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção da economia nacional ao aprovar, nesta quarta-feira (1º), o Projeto de Lei 3.838/2024. Esta medida foi pensada para que o Brasil possa reagir de maneira eficaz às ações ambientais unilaterais de outros países e blocos econômicos.
O relator do projeto, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), afirmou que a proposta visa assegurar a competitividade dos setores produtivos brasileiros, especialmente o agro, frente a regulamentações ambientais externas que possam impactar a produção nacional. O projeto foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), ambas as figuras estão associadas à Frente Parlamentar da Agropecuária.
✨ A atualização do projeto busca alinhar-se ao novo marco legal do mercado de carbono, implementando mudanças necessárias após a instituição da Lei nº 15.042/2024 e da Lei nº 15.122/2025.
Com a nova redação, o projeto não mais cria um mecanismo autônomo, mas integra o ajuste de carbono nas fronteiras ao Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Isso significa que o ajuste ocorrerá no contexto das leis existentes e dos compromissos internacionais do Brasil.
Jadyel Alencar ressaltou que esta atualização mantém o propósito inicial do projeto, que é salvaguardar a economia nacional de repercussões comerciais externas. Ele destacou que o entendimento é vital para fortalecer a segurança jurídica e a defesa da competitividade brasileira sem sobrecarregar o setor com novas obrigações.
A deputada Coronel Fernanda enfatizou que a proposta é um passo importante para garantir um equilíbrio nas relações comerciais internacionais, respondendo a exigências ambientais que podem surgir de outros mercados. Ela reiterou que a proposta sustenta o princípio da reciprocidade, ajudando a manter a competitividade nas áreas reguladas pelo SBCE.
Contexto
O projeto aprovado considera a possibilidade de implementar um mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras, especialmente em resposta a ações que possam afetar negativamente a competitividade dos setores, com a aplicação sujeita à plena implementação do sistema nacional de comércio de emissões.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

André de Paula pode ser o novo ministro da Agricultura após saída de Fávaro
Carlos Fávaro deixa o ministério para concorrer ao Senado em Mato Grosso

CBIC alerta sobre deficits em investimentos públicos em infraestrutura
Carlos Eduardo Lima Jorge destaca a insuficiência de recursos para rodovias

Câmara debate recuperação de municípios afetados por chuvas em Minas Gerais
Audiência pública foca em retomar atividades econômicas após desastres

Relatório de Arthur Maia para Lei dos Portos será apresentado em maio
Governo aguarda parecer para evitar mudanças drásticas na legislação





