Mudanças foram realizadas após acordo entre governo e caminhoneiros

A Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou na quarta-feira (17) uma nova medida provisória (MP) referente ao frete mínimo, após um pacto entre o governo e os caminhoneiros.
Os trechos que foram considerados inconstitucionais foram excluídos, e permaneceu a anulação das multas impostas a motoristas que participaram de manifestações e bloqueios em 2022.
✨ A anistia ampla às multas, que gerou polêmica, foi retirada da proposta sob a justificativa de que era inconstitucional.
O texto, agora revisado, assegura que multas direcionadas a transportadores — sejam pessoas físicas ou jurídicas — relacionadas a eventos de 2022 não serão mais cobradas.
As penalidades, tanto em decisões judiciais quanto administrativas, agora serão canceladas, atendendo a uma demanda importante da categoria.
A MP também prevê endurecimento na fiscalização do piso mínimo do frete e a modificação de regras para o transporte rodoviário de cargas, incluindo a exigência do registro de operações através do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot).
O projeto deverá ser votado no plenário da Câmara ainda nesta quarta-feira, e a sua validade é garantida até 16 de julho. A falta de votação até essa data poderá resultar em sua perda de validade.
O deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da proposta, havia declarado que os caminhoneiros ameaçariam paralisar suas atividades caso não houvesse um acordo para a votação, mas um consenso foi alcançado após suas afirmações.
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Jornalista especializado em Política




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