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política
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CPI do Crime Organizado analisa convocação de ex-governador

Ibaneis Rocha pode não comparecer à sessão da CPI

Fernanda Lima07 de abril de 2026 às 04:40
CPI do Crime Organizado analisa convocação de ex-governador

Nesta terça-feira (6), a CPI do Crime Organizado se reúne para ouvir depoimentos, embora a presença do ex-governador Ibaneis Rocha seja improvável devido à decisão do STF que o dispensou do comparecimento.

Além de Ibaneis, a comissão também convocou André de Albuquerque Garcia, secretário Nacional de Políticas Penais, para discutir o controle territorial das facções nas penitenciárias do Brasil.

Estão em pauta as investigações sobre o vínculo de Ibaneis com operações envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master.

O ministro André Mendonça, do STF, decidiu que Ibaneis não é obrigado a comparecer, fundamentando-se no direito à não autoincriminação. A CPI havia inicialmente convidado o ex-governador e seu colega do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para depor, mas ambos não compareceram.

Os senadores estão especialmente interessados nas atividades do escritório de advocacia fundado por Ibaneis e sua relação com entidades sob investigação na Operação Compliance Zero e Operação Carbono Oculto, realizadas pela Polícia Federal.

Além disso, a CPI busca investigar o papel de Ibaneis nas decisões do Banco de Brasília, que estão no centro das investigações que envolvem operações com o Banco Master.

Ibaneis deixou o cargo em fevereiro para concorrer nas eleições deste ano, em meio ao tumulto político gerado pelo escândalo financeiro do Banco Master, que tentava adquirir o BRB, mas foi barrado pelo Banco Central.

Depoimentos à PF revelaram que Daniel Vorcaro, um ex-banqueiro, se encontrou com Ibaneis para discutir a venda do Banco Master entre 2024 e 2025 em Brasília.

Pedido de prorrogação dos trabalhos da CPI

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou que protocolou um pedido para prorrogar os trabalhos da comissão por 60 dias, além do prazo atual que se encerra em 14 de abril. A autorização depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A prorrogação visa aprofundar a análise de documentos coletados pela CPI, especialmente em relação à rede de relações evidenciada pelo escândalo do Banco Master.

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