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política
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CPI do Crime Organizado rejeita relatório que indiciava ministros do STF

Relator Alessandro Vieira aponta interferências políticas na votação

Mariana Souza14 de abril de 2026 às 20:00
CPI do Crime Organizado rejeita relatório que indiciava ministros do STF

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu, nesta terça-feira (14), rejeitar o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB) por 6 votos a 4. O documento pedia o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República.

Vieira atribuiu a rejeição do relatório a manobras políticas e à influência do ministro Gilmar Mendes. O relator questionou o modo como as trocas na composição da CPI afetaram a votação, afirmando que isso demonstrou uma tentativa de interferência em seu trabalho.

A CPI procurava a prorrogação de seus trabalhos, mas o pedido não foi aceito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O relatório de 221 páginas do senador apresentava sérias acusações contra os ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, baseadas em supostas condutas incompatíveis com a dignidade de suas funções. Vieira ressaltou que os alinhamentos financeiros entre ministros e ex-donos de instituições financeiras também foram apontados como evidências.

Implicações do Relatório

As alegações de Vieira incluíam viagens de ministros em aviões de empresas ligadas a críticos econômicos e alegações de interferência em processos judiciais. Durante os trabalhos da CPI, decisões do STF foram frequentemente contestadas, com membros da comissão buscando reverter determinações que limitavam suas investigações.

"

O modus operandi de Gilmar é uma ameaça e interfere diretamente na votação da CPI. Teve uma interferência direta na troca de integrantes para conseguir um quórum de rejeição.

Alessandro Vieira

Contexto

A CPI do Crime Organizado foi conduzida por quatro meses e focou em investigar ações relacionadas à criminalidade organizada no cenário nacional.

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