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política
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Datafolha: 44% dos brasileiros se identificam como de direita

Direita supera esquerda em pesquisa pela primeira vez desde 2014

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 20:05
Datafolha: 44% dos brasileiros se identificam como de direita

Um levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira aponta que, atualmente, 44% da população brasileira se identifica como de direita, enquanto 39% se considera de esquerda. Essa diferença de cinco pontos percentuais é estatisticamente significativa, uma vez que supera a margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.

Estrutura da Pesquisa

Realizada através de entrevistas presenciais em junho, a pesquisa incluiu diversas categorias para que os respondentes pudessem se posicionar. As opções foram: 'direita', 'centro-direita', 'centro', 'centro-esquerda' e 'esquerda'. Os resultados mostram que 15% se definiram como da direita, 29% como centro-direita, 17% como centro, 26% como centro-esquerda e 13% como esquerda.

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A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956/2026 e apresenta um nível de confiança de 95%.

Esta é a primeira vez desde 2014 que a direita é numericamente superior à esquerda no Brasil.

Comparativo Histórico

Em 2022, a esquerda correspondia a 49% das respostas, enquanto a direita somava 34%. Ao contrário, em 2014, 45% dos entrevistados se posicionaram à direita.

Diferenças de Gênero nas Identificações

Analisando por gênero, as mulheres apresentaram uma maior tendência a se identificar com a esquerda. Em geral, 44% das mulheres se declaram à esquerda ou centro-esquerda, enquanto apenas 37% se posicionam à direita ou centro-direita. Entre os homens, o cenário é oposto: 50% se identificam à direita ou centro-direita, comparado a 33% que se veem à esquerda ou centro-esquerda.

  • 1Mulheres na esquerda: 44%
  • 2Mulheres na direita: 37%
  • 3Homens na esquerda: 33%
  • 4Homens na direita: 50%
  • 5Centro em mulheres: 18%
  • 6Centro em homens: 16%

Evolução nas Questões Econômicas

Em questões econômicas, as preferências ainda se inclinam maioritariamente para a esquerda, que obteve 46% dos votos nessa área, em contraste com 28% da direita e 26% do centro. Esses números, embora relevantes, revelam uma ligeira diminuição na sustentabilidade da posição esquerda em comparação com 2022.

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