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política
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Rejeição de Jorge Messias ao STF impacta governo Lula

Pesquisa revela que a maioria dos brasileiros desconhece a recusa

Ricardo Alves19 de maio de 2026 às 02:05
Rejeição de Jorge Messias ao STF impacta governo Lula

A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, à indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado não foi amplamente percebida pela população, revela uma pesquisa do Datafolha.

O levantamento mostra que 59% dos entrevistados desconheciam a recusa do nome de Messias, que ocorreu em 29 de abril. Dentre os que estavam informados, apenas 19% se consideravam bem informados sobre o assunto.

A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em 139 municípios, e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais.

Entre os que souberam da rejeição, 53% acreditam que isso enfraqueceu o governo Lula, enquanto apenas 7% consideram que a situação ficou mais forte. Outros 36% acreditam que não houve impacto significativo.

Rejeição Histórica

A recusa de Jorge Messias representa um marco na política brasileira, pois é a primeira rejeição de uma indicação presidencial ao STF desde 1894. Messias recebeu 42 votos a favor e 34 contra, com uma abstenção na votação secreta.

Com a recusa, o presidente Lula terá que apresentar um novo nome para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso, aposentado no final do ano passado. Este é o terceiro nome indicado por Lula para o STF durante seu atual mandato.

Possibilidade de Reenvio

Lula considerou a possibilidade de reenviar o nome de Jorge Messias ao Senado antes das eleições. Porém, existem preocupações quanto ao risco de outro desfecho negativo.

Embora a Constituição de 1988 permita o reenvio, há uma norma que proíbe que a mesma indicação seja analisada na mesma sessão legislativa, limitando qualquer nova apreciação ao ano seguinte.

Contexto Adicional

O Senado já rejeitou cinco indicações ao STF em 1894, num momento político tenso sob a presidência do marechal Floriano Peixoto.

A recusa de Jorge Messias repercute nos três Poderes, levantando dúvidas sobre a estabilidade do governo Lula frente a desafios legislativos futuros.

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