Eduardo Bolsonaro cria tensão no PL ao apoiar Júlia Zanatta como vice
Movimentação gera desconforto entre líderes do partido

A tentativa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de lançar Júlia Zanatta (PL-SC) como sua vice na pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) causou desconforto significativo em altos círculos do PL.
Nos últimos dias, Eduardo começou a promover publicamente a parlamentar em suas redes sociais, sem que essa ação fosse discutida com a liderança do partido, o que levou a reações contrárias por parte de alguns dirigentes da legenda.
✨ A articulação de Eduardo foi vista como uma interferência indesejada nas negociações conduzidas por Flávio e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Embora tenha sido incumbido por Valdemar de coordenar as negociações em São Paulo e de influenciar a formação da chapa local sob a liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente do PL está reafirmando que as decisões sobre a candidatura presidencial pertencem exclusivamente à cúpula do partido e a Flávio.
Os aliados de Valdemar reconhecem que a escolha de uma mulher na vice-presidência pode ser uma estratégia eficaz para expandir o alcance da chapa. Entretanto, consideram que Júlia Zanatta não seria a melhor opção para conquistar eleitores fora da base tradicional do bolsonarismo.
O nome da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), ainda é visto como uma alternativa superior. Apesar da resistência inicial dela, colaboradores do PL acreditam que Tereza teria mais competência para dialogar com setores do agronegócio e do eleitorado de centro.
Enquanto isso, Tereza também está sendo cortejada por Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Goiás, que busca atrair seu apoio para sua própria candidatura presidencial.
A liderança do PL considera que a proposta de Júlia Zanatta reflete uma estratégia voltada apenas para os apoiadores mais radicais do bolsonarismo, sem capacidade de atrair novos eleitores moderados.
Júlia expressou surpresa com o apoio de Eduardo Bolsonaro e, desde então, tem participado de entrevistas a respeito de sua potencial inclusão na chapa presidencial.
Com a convenção do PL marcada para 25 de julho em São Paulo, Flávio Bolsonaro precisará decidir rapidamente sobre a escolha de sua vice para evitar distrações que possam prejudicar sua pré-candidatura.
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