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política
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Eduardo Bolsonaro propõe diálogo sobre o Pix após críticas de Trump

Polêmica surge entre o uso do sistema nacional e o Zelle americano

Tiago Abech04 de junho de 2026 às 16:00
Eduardo Bolsonaro propõe diálogo sobre o Pix após críticas de Trump

Em meio a críticas dirigidas ao Pix pelo governo de Donald Trump, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, sugeriu que o Brasil deve se sentar à mesa de negociações apresentando o Zelle, que ele classificou como o 'Pix americano'. Durante uma entrevista ao TMC News, ele expôs que existe uma oportunidade de discussão com os Estados Unidos sobre as semelhanças entre os dois sistemas de pagamento.

Na audiência, Bolsonaro enfatizou que os EUA estão utilizando políticas que, segundo ele, afetam de forma injusta as empresas americanas que operam com serviços de pagamentos eletrônicos. Ele citou um relatório que propõe uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, mencionando que o Pix favorece o monopólio nacional, prejudicando a concorrência.

Críticas e reações do governo brasileiro

Eduardo não ficou sem retaliações. Membros do Partido dos Trabalhadores (PT) reagiram fortemente, chamando-o de 'entreguista'. O deputado Lindbergh Farias criticou abertamente a postura dos filhos de Jair Bolsonaro, defendendo a manutenção do Pix como um sistema público e gratuito que opera sob a supervisão do Banco Central.

O governo dos EUA argumenta que o Pix prejudica a concorrência de empresas norte-americanas.

Flávio Bolsonaro, senador e também pré-candidato à presidência, tentou ressaltar que o Pix foi uma iniciativa do governo de Jair Bolsonaro, mesmo sendo um projeto inicial do governo Michel Temer. Essa disputa sobre a origem do sistema de pagamentos ilustra as tensões políticas atuais entre as correntes bolsonaristas e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que alega que os EUA e a família Bolsonaro se opõem ao Pix.

O que é o Zelle?

O Zelle, por sua vez, é um sistema privado de transferências que opera em bancos americanos. Criado em 2017 pela Early Warning Services, sua utilidade está muitas vezes ligada à decisão de cada banco em adotá-lo. Ao passo que o Pix no Brasil é obrigatório para instituições financeiras com mais de 500 mil contas.

O uso do Pix é crescentemente popular no Brasil, com mais de 170 milhões de usuários, enquanto o Zelle conta com cerca de 151 milhões de usuários nos EUA, evidenciando a rápida adoção dos sistemas de pagamentos digitais em ambos os países.

Implicações políticas e econômicas

Camila Villard Duran, jurista e especialista, observou que a expansão do Pix altera o equilíbrio competitivo entre as empresas de pagamento. Ela argumenta que o que está em jogo é muito mais do que um simples conflito comercial, mas sim um embate sobre a soberania e controle sobre as infraestruturas financeiras.

A pressão do governo dos EUA sobre o Pix se inseriu em um contexto global mais amplo, onde as políticas públicas favorecem sistemas domésticos, impactando a capacidade de empresas estrangeiras, como Visa e Mastercard, de competir em igualdade.

Comparação entre Pix e Zelle

Enquanto o Pix é um serviço público disponível 24/7, o Zelle é um sistema privado que depende de bancos individuais para sua adoção.

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