EUA celebram 250 anos de independência buscando controle na América Latina
Aniversário marca um período de intervenções na região sob Trump

Neste 4 de julho, os Estados Unidos completam 250 anos de sua independência, um marco que acontece sob a administração de Donald Trump, que simboliza e intensifica a tradição imperialista que caracteriza a história do país.
A essência dessa tradição se revela em sua doutrina externa, enraizada na ideia de um 'destino manifesto', como definido pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger. A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823, reforçou essa visão, promovendo a intervenção dos EUA na América Latina sob a ideia de proteger os interesses locais contra influências europeias.
Doutrina Monroe e Intervenções
A política de intervencionismo dos EUA aplicou-se continuamente ao longo do tempo, desde a era do 'big stick' de Theodore Roosevelt, até as intervenções mais recentes que incluem a Venezuela e Cuba. O discurso 'América para os americanos' tornou-se um manto para a consolidação do domínio dos EUA sobre a região.
✨ Os EUA realizaram mais de 70 intervenções na América Latina, atuando como protetores autoproclamados e muitas vezes desrespeitando soberanias nacionais.
Com exemplos de intervenções e ações de guerra híbrida, os EUA se aproximam da América Latina como um espaço estratégico. A recente postura da administração Trump de recuperar o que considera seu 'quintal' fortalece essa visão de controle e influência.
Consequências e Reações
Além disso, o apoio da administração Trump à extrema-direita em países como Brasil e Colômbia, e as ameaças econômicas contra nações como Cuba, revelam a intensidade da invocação da Doutrina Monroe nos dias atuais. O bloqueio econômico a Cuba e a intervenção na política venezuelana são apenas algumas manifestações dessa estratégia imperialista.
Contexto Atual
A influência estadunidense na política internacional, especialmente na América Latina, continua sendo um tema polêmico, trazendo à tona debates sobre soberania nacional e as implicações de uma política externa intervencionista.
Enquanto isso, o compromisso de países como Brasil e Uruguai em manter suas políticas independentes representa um desafio ao controle imperial, que busca reverter conquistas de autonomia dos povos da região.
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