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política
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EUA impõem sanções a 35 entidades por evasão de restrições ao Irã

Medidas visam desmantelar rede financeira do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica

Acro Rodrigues28 de abril de 2026 às 21:20
EUA impõem sanções a 35 entidades por evasão de restrições ao Irã

O governo dos Estados Unidos intensificou suas ações contra Teerã, aplicando sanções a 35 entidades e indivíduos, com foco no setor financeiro paralelo iraniano. Essas medidas têm como objetivo restringir o financiamento ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e outras forças envolvidas em atividades de venda ilícita de petróleo.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) revelou que as entidades sancionadas foram responsáveis por movimentações financeiras que somam dezenas de bilhões de dólares, facilitando evasões de sanções e a promoção de atividades terroristas ligadas ao Irã. Além disso, o Departamento do Tesouro alertou tanto bancos quanto instituições financeiras sobre os riscos associados a transações com refinarias chinesas menores, que supostamente efetuam pagamentos ao governo iraniano para a passagem de embarques pelo estratégico Estreito de Ormuz.

As sanções visam interromper o acesso do IRGC ao sistema financeiro internacional, crucial para financiar a compra de mísseis e outras armas.

O governo dos EUA demonstrou especial preocupação com as refinarias independentes chinesas, conhecidas como "teapot". Localizadas em Shandong, essas refinarias têm colaborado na importação e refino de petróleo iraniano, utilizando o sistema bancário dos EUA para transações em dólares e aquisição de produtos americanos.

A China, por sua vez, já se manifestou contrária às sanções unilaterais dos EUA, considerando-as 'ilegais'. Os esforços para resolver a guerra interna no Irã permanecem estagnados, com líderes envolvidos insatisfeitos com os últimos planos propostos por Teerã. A administração americana continua a pressionar para que o Irã abandone discussões sobre seu programa nuclear até que a guerra cesse.

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, ressaltou que o sistema bancário paralelo do Irã é vital para sustentar suas forças armadas e suas atividades que ameaçam a segurança no Oriente Médio. Ele afirmou que os fundos resultantes dessas operações ilegais representam um risco imediato ao pessoal militar dos EUA e à economia global.

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