Petróleo registra queda significativa com aumento da oferta iraniana
Quedas se intensificam com normalização no Estreito de Ormuz.

O preço do petróleo fechou em baixa nesta sexta-feira (26), acumulando perdas que se aproximam de 10% durante a semana. Essa tendência de queda foi motivada pela recuperação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e pelo aumento da oferta iraniana no mercado internacional.
Os contratos do WTI na New York Mercantile Exchange (Nymex) para agosto caíram 3,74%, ou US$ 2,69, encerrando o dia a US$ 69,23 por barril. No mercado de Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para setembro recuou 3,84%, ou US$ 2,90, fechando a US$ 72,60 por barril.
Ao longo da semana, o WTI e o Brent apresentaram perdas acumuladas de 9,55% e 9,89%, respectivamente. Esse movimento ocorre enquanto o tráfego através do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, apresenta sinais de melhora.
✨ As melhorias no tráfego foram exacerbadas por uma divulgação da TV estatal iraniana sobre um canal de comunicação com os EUA para evitar confrontos no estreito, embora a informação tenha sido rapidamente desmentida pela Guarda Revolucionária do Irã.
Apesar das divergências nas informações, os preços do petróleo continuam pressionados pela expectativa de um aumento na oferta. Analistas da Capital Economics, incluindo Kieran Tompkins, sustentam que, embora o tráfico em Ormuz tenha melhorado, a navegação ainda não se dá de forma completamente segura.
Segundo projeções, a consultoria acredita que até metade da produção interrompida retornará em cerca de um mês, e os níveis anteriores ao conflito poderão ser alcançados no quarto trimestre. A Arábia Saudita já iniciou o carregamento de petróleo no terminal offshore de Ju'aymah, em Ras Tanura, com dados de rastreamento marítimo sugerindo uma normalização das operações.
Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou uma estrutura de acordo entre Estados Unidos, Israel e Líbano, visando encerrar o conflito com o Hezbollah após cinco rodadas de negociações mediadas por Washington. O foco do mercado de petróleo, portanto, permanece na recuperação da oferta e na melhoria das rotas marítimas no Golfo Pérsico.
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