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política
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FCC revisa licença da ABC após pedido de Trump contra Jimmy Kimmel

Reação da rede à piada sobre a primeira-dama atrai medidas regulatórias

Fernanda Lima28 de abril de 2026 às 22:30
FCC revisa licença da ABC após pedido de Trump contra Jimmy Kimmel

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou, nesta terça-feira, uma revisão acelerada da licença da ABC em resposta ao apelo do ex-presidente Donald Trump por demissão do comediante Jimmy Kimmel, devido a uma piada sobre a primeira-dama Melania Trump.

Trump exigiu a demissão de Kimmel após um comentário que considerou ofensivo e provocador.

A pressão sobre a ABC, que pertence à Disney, surgiu após o casal Trump pedir que a emissora suspendesse o talk show 'Jimmy Kimmel Live!', em razão de uma piada que foi interpretada como incitação à violência, especialmente em um momento sensível que precedeu uma tentativa de ataque contra Trump.

No episódio, Kimmel se referiu à primeira-dama como uma 'futura viúva', levantando polêmica durante sua apresentação em um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

Em resposta, Melania expressou suas preocupações e pediu à ABC que tomasse medidas contra Kimmel, que minimizou a controvérsia ao afirmar que sua intenção foi apenas uma brincadeira leve.

Reações e Liberdade de Expressão

Kimmel também abordou a questão da retórica de ódio e afirmou que abusos verbais, frequentemente vindos de Trump, devem ser repudiados. Por sua vez, Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, atacou Kimmel nas redes sociais, enfatizando que suas piadas eram inadequadas.

Neste ambiente de tensão, a FCC reafirmou que sua revisão da licença da ABC não deve afetar a operação atual da emissora, que conta com permissões válidas até 2031. Até então, a Disney declarou que está confiante em cumprir as exigências legais.

Contexto Adicional

Recentemente, Kimmel se tornou um símbolo do debate sobre liberdade de expressão nos talk shows noturnos, especialmente após suspensões provocadas por críticas à administração de Trump.

As tensões entre a comédia e a política nos EUA estão mais intensas do que nunca.

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