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política
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Flávio Bolsonaro contestado por pesquisa que mostra queda nas intenções de voto

Analista da AtlasIntel defende a metodologia da pesquisa contestada.

Gabriel Azevedo19 de maio de 2026 às 13:30
Flávio Bolsonaro contestado por pesquisa que mostra queda nas intenções de voto

O senador Flávio Bolsonaro (PL) questionou a legitimidade da pesquisa realizada pelo AtlasIntel a respeito das intenções de voto para a presidência, contudo, suas alegações foram consideradas infundadas por especialistas do instituto.

O levantamento revelou que Flávio sofreu uma perda de sete pontos percentuais em suas intenções de voto, caindo de 47,8% para 41,8%, enquanto o presidente Lula (PT) apresentou um crescimento, passando de 46,6% para 48,9%.

Impacto das Conversas Reveladas

Essa pesquisa foi a primeira a capturar de forma efetiva a repercussão da divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que envolviam discussões sobre repasses financeiros significativos para um filme de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em sua defesa, Flávio alegou que a pesquisa teria introduzido estímulos capazes de alterar a percepção dos entrevistados antes das questões sobre imagem e viabilidade eleitoral. No entanto, Yuri Sanches, chefe de Risco Político e Análise Política do AtlasIntel, rebatou essa afirmação, afirmando que se tratava de uma alegação falsa.

Sanches esclareceu que a reprodução do áudio da conversa entre Flávio e Vorcaro ocorreu apenas na fase final da pesquisa, após a coleta inicial de dados sobre intenção de voto e avaliação do governo, garantindo que isso não comprometeria os resultados.

Além disso, ele colocou em evidência que a participação na etapa multimídia da pesquisa era voluntária, e que a reação dos entrevistados ao conteúdo poderia ser analisada independentemente das respostas anteriores.

Contexto

O AtlasIntel enfatizou que não recebeu notificação sobre a reclamação feita por Flávio ao TSE e que desprezar pesquisas através de ações judiciais sem justificativas técnicas representa um risco ao debate público e à liberdade de imprensa.

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