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política
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Flávio Bolsonaro descarta Eduardo como chanceler em possível governo

Aliados expressam preocupações empresariais sobre nomeações no futuro governo.

Gabriel Azevedo16 de abril de 2026 às 07:35
Flávio Bolsonaro descarta Eduardo como chanceler em possível governo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afastou a possibilidade de convidar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro para a chancela do Ministério das Relações Exteriores em um futuro governo, uma medida que preocupa o setor empresarial.

Durante um encontro recente em Brasília, líderes da indústria expressaram reticências sobre a política externa do governo Lula e levantaram questões sobre a eventual indicação de Eduardo, que atualmente reside nos Estados Unidos e é visto como um representante informal do bolsonarismo no exterior.

A reação foi de rejeição total à ideia de Eduardo à frente do Itamaraty, associando-o a medidas impopulares como tarifas de Donald Trump e temas pouco atrativos para o empresariado.

Fontes próximas a Flávio afirmam que ele valoriza as contribuições de Eduardo, mas não pretende nomeá-lo para o Itamaraty, com a intenção de priorizar uma diplomacia profissional. Há ideias em circulação sobre colocá-lo em um cargo menos relevante, possivelmente como embaixador do Brasil na OEA, que está em Washington.

Além disso, interlocutores indicam que o nome de Eduardo está fortemente associado ao governo Trump, que enfrenta críticas mesmo entre seu eleitorado conservador devido a temáticas como a guerra no Irã e divergências com líderes religiosos.

Aliados de Flávio também descartam o retorno do ex-assessor Filipe Martins ao governo. Mesmo com a promessa de uma anistia ampla caso ele vença as eleições, a chance de Martins, condenado por crimes relacionados ao golpe de Estado, reassumir um cargo no Planalto é considerada remota.

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Martins, próximo a Eduardo e Carlos Bolsonaro, tem menos influência sobre Flávio e, portanto, dificilmente será re-integrado ao governo.

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