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política
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Lula ganha vantagem no 2º turno com 44% em pesquisa Quaest

Presidente se destaca entre eleitores independentes enquanto Flávio Bolsonaro recua

Carlos Silva10 de junho de 2026 às 11:20
Lula ganha vantagem no 2º turno com 44% em pesquisa Quaest

A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (10), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o segundo turno com 44% das intenções de voto, aumentando sua distância em relação a Flávio Bolsonaro, que registrou queda nas preferências. Este resultado confirma a eficácia da estratégia do governo em associar o pré-candidato do PL com Daniel Vorcaro e as recentes ameaças de tarifa adicional do governo Trump ao Brasil.

Lula teve um incremento de popularidade, especialmente entre eleitores independentes.

Lula experimentou um aumento na aceitação popular, alcançando 37% entre os independentes, após ter 29% em maio, ao passo que Bolsonaro desceu de 31% para 24% nesse mesmo grupo. Embora a aprovação de Lula seja de 47%, sua rejeição continua alta, com 48% dos entrevistados se mostrando contrários a sua gestão.

Cenário entre eleitores evangélicos e a concorrência no PL

Outra informação alentadora para o governo é o crescimento de cinco pontos na aceitação de Lula entre eleitores evangélicos, um grupo em que ele tradicionalmente enfrenta desafios. Por outro lado, os apoiadores de Flávio Bolsonaro admitem necessidades de mudança na abordagem para escapar da narrativa negativa que o envolve.

Aliados de Bolsonaro observam que outros candidatos de direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, não conseguiram melhorar seu desempenho nas pesquisas. Contudo, há preocupação em relação ao crescente apoio a Renan Santos, que já alcança 11% entre os eleitores que não são bolsonaristas, enquanto Lula tem 10% e Caiado fica com 6%.

Contexto

Com a aproximação das eleições, a comunicação eficaz e a promoção das ações do governo são cruciais para a manutenção e ampliação da base de apoio do presidente Lula.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) destacou que a continuidade da comunicação efetiva do governo poderá potencialmente aumentar ainda mais a diferença nas pesquisas: 'Se mantivermos a ofensiva mostrando as iniciativas positivas nas áreas sociais e econômicas, poderemos definir no primeiro turno', afirmou.

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