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política
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Flávio Bolsonaro encontra barreiras no Nordeste para campanha presidencial

Resistência de aliados dificulta engajamento das lideranças regionais.

Tiago Abech16 de junho de 2026 às 02:15
Flávio Bolsonaro encontra barreiras no Nordeste para campanha presidencial

A candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL, enfrenta desafios significativos ao buscar apoio de lideranças no Nordeste, fundamentais para sua campanha. Apesar de parcerias estratégicas dentro da região, a dificuldade em transformar esses contatos em fervorosos apoiadores do senador se torna um obstáculo evidente.

Resistência no Nordeste

De acordo com especialistas consultados, muitos pré-candidatos ao governo na região hesitam em firmar compromissos claros com Flávio Bolsonaro, temendo as consequências políticas de tal aliança. O último pleito, em 2022, mostrou uma vitória expressiva do ex-presidente Lula (PT) sobre Jair Bolsonaro no Nordeste, onde o petista alcançou 69,3% dos votos. A associação a um candidato bolsonarista, neste contexto, é vista como uma escolha arriscada.

Lula lidera com folga no Nordeste, dificultando o crescimento de Flávio Bolsonaro na região.

A pesquisa Quaest de junho revela que a disparada de Lula é mais acentuada no Nordeste: 54% contra 25% de Flávio Bolsonaro, no primeiro turno. No segundo turno, a vantagem se torna ainda mais evidente, com Lula alcançando 61% das intenções de voto.

Desafios para Ciro Gomes

O ex-governador Ciro Gomes (PSDB), forte candidato no Ceará, também se mostrou reticente em apoiar Flávio. A pesquisa mostra Ciro com 46% e sua recusa em apoiar o candidato do PL reflete um alinhamento estratégico em sua própria campanha. Ele já indicou que os partidos devem ter liberdade para escolher suas direções nas disputas presidenciais.

A negociação entre o PL e Ciro Gomes trouxe à tona conflitos familiares entre os Bolsonaro, intensificados por críticas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, impactando a articulação entre o PL e o ex-governador.

Mas a presença bolsonarista ressoe em outros estados

No entanto, o PL consolidou uma presença forte na Paraíba, onde articula candidaturas significativas e tenta transformar a campanha estadual em uma plataforma favorável para Flávio. Apesar das dificuldades, o partido se mantém otimista quanto à mobilização regional, amparando-se em discursos que se alinham à narrativa bolsonarista.

Na Paraíba, o PL vê potencial para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Os desafios enfrentados pelo PL variam bastante entre os estados, com cenários desfavoráveis no Piauí, na Bahia e no Maranhão, onde Lula goza de forte apoio. A fragmentação da oposição e a ausência de lideranças expressivas dispostas a defender Flávio complicam ainda mais a situação.

Retrocessos no Alagoas e Sergipe

Além disso, o PL perdeu importantes lideranças em Sergipe e Alagoas, o que tornou sua posição ainda mais vulnerável. Em contraste com outros estados, onde o partido se articula mais fortemente, essas perdas resultam em um retrocesso organizacional e de relevância política para as próximas eleições.

O PL tenta se reestruturar e salvar sua força no Nordeste.

Embora o estado do Rio Grande do Norte receba inicialmente um tratamento mais positivo, o PL ainda busca consolidar alianças amplas. A ação continuada do partido ao se apropriar de nomes relevantes deve ser notada, mas a necessidade de uma estratégia mais coesa e articulada é evidente.

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