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política
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Gabriel Azevedo busca apoio de Lula, mas evita vínculos petistas

Ex-presidente da Câmara Municipal de BH quer candidatura ao governo de MG

Mariana Souza25 de junho de 2026 às 14:35
Gabriel Azevedo busca apoio de Lula, mas evita vínculos petistas

Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, busca o suporte de Luiz Inácio Lula da Silva, mas se recusa a associar sua imagem ao PT de maneira explícita.

Azevedo enfatizou que, se fizer campanha ao lado do presidente, o gesto será em alusão à bandeira mineira, não ao famoso 'L' petista, reafirmando sua identidade política: "Posso apoiar um presidente, mas não serei alguém que não sou", declarou.

Desafios do PT em Minas Gerais

Atualmente, o PT enfrenta uma situação delicada em Minas Gerais, onde a decisão de lançar uma candidatura própria ainda não se materializou. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e uma possível candidata ao Senado, tem demonstrado resistência à ideia de concorrer ao governo. Enquanto isso, o partido continua sem um nome definido, ao contrário do que Lula esperava.

Na quarta-feira, durante uma reunião no Palácio da Alvorada, Lula reafirmou a intenção do PT de apresentar uma candidatura própria, mas sem voluntários para a tarefa.

Os deputados presentes decidiram não informar os detalhes do encontro para a imprensa, e a comunicação oficial ficou a cargo de Leninha Alves, presidentes do PT em Minas. O silêncio em meio ao encontro deixou claro a lacuna de liderança, pois nenhum parlamentar disposto a se candidatar surgiu como opção.

Após a reunião, Marília fez questão de manifestar sua posição, classificando a escolha por uma candidatura própria como um 'equívoco estratégico'. Ela propôs a formação de uma ampla aliança entre vários partidos de esquerda e de centro, incluindo o MDB.

Azevedo: uma alternativa em busca de espaço

Gabriel Azevedo acredita que pode preencher o vazio político atual. Desde novembro do ano passado, ele se apresenta como pré-candidato, impulsionado por um projeto de governo que, segundo ele, tem o apoio de renomados economistas e especialistas. "Acredito que é hora de discutir ideias", afirmou.

Com um passado ligado ao PSDB, Azevedo enfrenta ceticismo por parte dos petistas, que questionam sua real intenção e compromisso com a atual proposta. Ele tem tentado, no entanto, distanciar-se do passado, fazendo referências a seus esforços contra o bolsonarismo.

Marginalizado em algumas partes da esquerda, Azevedo afirma que sua abordagem é centrada em um diálogo inclusivo com todos os atores políticos, incluindo aqueles que defendem causas opostas. Ele foi claro ao afirmar que não está em busca de confrontos ideológicos, mas sim de soluções compartilhadas.

Perspectivas na política mineira

O atual cenário da política em Minas Gerais é de fragmentação, com uma direita dividida e busca por alternativas. Com os desafios significativos enfrentados por candidatos já consagrados, Azevedo precisa se posicionar de forma estratégica para evitar ser visto como um mero prolongamento do PT.

Enquanto o governador Zema tenta um novo mandato sem grande apoio popular e as opções da esquerda continuam incertas, a estratégia de Gabriel Azevedo de evitar identificação total com o PT pode ser sua chave para integrar uma base eleitoral ampla para a campanha que se aproxima.

"

A política em Minas é complexa, e navegar entre as conexões com Lula e o próprio histórico exige um equilíbrio delicado. É fundamental mostrar-se como aliado sem perder a essência que o define como indivíduo.

O dilema político atual em Minas resumido: apoiar Lula sem ser engolido pelo PT.

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