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política
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Gilmar Mendes se desculpa por comentários sobre homossexualidade

Ministro do STF se retratou após ofensa a Romeu Zema

Ricardo Alves24 de abril de 2026 às 07:20
Gilmar Mendes se desculpa por comentários sobre homossexualidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, se desculpou por insinuar que a homossexualidade poderia ser utilizada como ofensa contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Em uma postagem no X (antigo Twitter), Mendes reconheceu seu erro e afirmou: 'Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador'.

Contexto da declaração

O comentário aconteceu após Zema postar vídeos nos quais usou bonecos de fantoches para acusar o ministro. Mendes tentava ressaltar que é necessário haver limites nas críticas, ao mencionar: 'Imagine que começássemos a fazer bonecos do Zema como homossexual, isso não seria ofensivo?'.

A contraposição de Romeu Zema

Zema reagiu, questionando a comparação feita pelo ministro e argumentou: 'O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de ‘homossexual’ ou de ‘ladrão’? Você mostrou seu preconceito para o Brasil'.

Conflito em curso

As trocas de ofensas entre Mendes e Zema se agravaram em meio a discussões sobre um relatório da CPI do Crime Organizado, que indicava Gilmar, além de outros magistrados, para indiciamento. No entanto, a proposta foi rejeitada pelo Senado, levando Zema a intensificar suas críticas ao Supremo.

Durante um evento em São Paulo, o ex-governador utilizou a expressão 'podridão' para se referir ao tribunal. Mendes, por sua vez, respondeu ironicamente após Zema atacar a Corte, lembrando que, em outras ocasiões, se beneficiou de suas decisões para adiar dívidas do estado com a União.

Em uma nova entrevista, Zema afirmou estar preocupado com 'o modelo mental de Gilmar Mendes' e sugeriu que as decisões do ministro eram direcionadas para manter o estado submisso ao STF.

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