Governo brasileiro formaliza acordo com EUA no combate ao crime organizado
Colaboração prevê troca de dados sobre tráfico de armas e drogas

O governo do Brasil e os Estados Unidos firmaram um acordo nesta sexta-feira, dia 10, para reforçar a troca de informações visando combater o tráfico de drogas e armas por organizações criminosas, em um momento em que Washington intensifica seus esforços nesta luta no continente.
Durante uma coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que esta iniciativa representa um "primeiro passo significativo" na colaboração bilateral contra o crime organizado, surgindo após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em outubro do ano passado.
✨ A proposta coincide com discussões sobre a possível designação de facções brasileiras como grupos terroristas, algo rejeitado pelo governo Lula.
O novo acordo permitirá que as autoridades aduaneiras dos dois países compartilhem informações de inteligência, facilitando a identificação de armas e drogas em contêineres que transitam entre os Estados Unidos e o Brasil. Nos últimos 12 meses, o Brasil conseguiu apreender mais de 500 quilos de armamentos provenientes dos Estados Unidos, conforme revelou Robinson Sakiyama, secretário especial da Receita Federal.
Além disso, foram confiscadas mais de uma tonelada de substâncias ilícitas, com destaque para drogas sintéticas e haxixe, nos primeiros três meses de 2026. Durigan apresentou o acordo após se reunir com representantes da embaixada americana em Brasília, porém a questão de rotular facções criminosas como terroristas não foi discutida diretamente.
Sakiyama, por sua vez, reforçou que a cooperação deve ocorrer "respeitando a soberania de ambos os países". A nova fase de cooperação regional, denominada "Escudo das Américas", também foi mencionada, focando na luta contra o crime organizado e na imigração ilegal, inaugurada por Trump e aliados na América Latina, embora Lula não tenha comparecido ao evento.
Os governos de Lula e Trump têm uma relação tensa, apesar de esforços anteriores de aproximação. Recentemente, uma conversa entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, abordou essa designação religiosa, com Vieira afirmando a Rubio a oposição do governo brasileiro a tal classificação. Um porta-voz do Departamento de Estado americano declarou que Washington não antecipa decisões nesse sentido, mas permanece comprometido em agir contra grupos envolvidos em atividades terroristas.
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