Voltar
política
2 min de leitura

Governo brasileiro reage a proposta de tarifas dos EUA

Indignação com investigações sobre práticas comerciais desleais

Giovani Ferreira02 de junho de 2026 às 14:05
Governo brasileiro reage a proposta de tarifas dos EUA

O governo brasileiro expressou sua oposição à proposta dos Estados Unidos de implementar novas tarifas sobre produtos brasileiros, rebatendo conclusões de uma investigação preliminar que acusa o país de práticas comerciais injustas. A reação foi divulgada em nota oficial nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2026.

Resposta à investigação do USTR

No documento, que foi antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo manifestou sua insatisfação com a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e criticou a articulação da família Bolsonaro que, segundo o governo, visa interferir em assuntos internos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou essas críticas durante um evento em Goiás.

O governo brasileiro classifica as novas tarifas como injustificáveis e anuncia medidas recíprocas se necessário.

Durante uma coletiva, o vice-presidente Geraldo Alckmin descreveu a proposta do USTR como 'injusta', enfatizando que a medida poderá prejudicar a economia e geração de empregos no Brasil. Ele destacou que o superávit comercial norte-americano com o Brasil chegou a US$ 424,5 bilhões nos últimos 15 anos.

Contexto da investigação

A investigação do USTR foi iniciada em julho de 2025 após pressões políticas e envolve práticas comerciais relacionadas a tecnologias digitais e serviços de pagamento, como o sistema PIX.

O comunicado destaca que o Brasil tem se esforçado para manter diálogos construtivos e que medidas unilaterais, como essas tarifas, não têm justificativa. O governo reafirmou sua intenção de negociar soluções que evitem a imposição de tarifas e continuar o trabalho com o setor privado nesse sentido.

  • 1Principais pontos abordados pelo Brasil na resposta ao USTR:
  • 2Tarifas preferenciais e tratamento igualitário para empresas.
  • 3Cooperação nas leis anticorrupção e proteção à propriedade intelectual.
  • 4Compromissos ambientais do Brasil, incluindo metas de redução do desmatamento até 2030.

Por fim, o governo reafirmou seu direito de recorrer a medidas de reciprocidade em resposta a ações consideradas injustas, e um apelo à unidade em defesa dos interesses nacionais foi feito por parte das autoridades.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política