Governo brasileiro reage a proposta de tarifas dos EUA
Indignação com investigações sobre práticas comerciais desleais

O governo brasileiro expressou sua oposição à proposta dos Estados Unidos de implementar novas tarifas sobre produtos brasileiros, rebatendo conclusões de uma investigação preliminar que acusa o país de práticas comerciais injustas. A reação foi divulgada em nota oficial nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2026.
Resposta à investigação do USTR
No documento, que foi antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo manifestou sua insatisfação com a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e criticou a articulação da família Bolsonaro que, segundo o governo, visa interferir em assuntos internos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou essas críticas durante um evento em Goiás.
✨ O governo brasileiro classifica as novas tarifas como injustificáveis e anuncia medidas recíprocas se necessário.
Durante uma coletiva, o vice-presidente Geraldo Alckmin descreveu a proposta do USTR como 'injusta', enfatizando que a medida poderá prejudicar a economia e geração de empregos no Brasil. Ele destacou que o superávit comercial norte-americano com o Brasil chegou a US$ 424,5 bilhões nos últimos 15 anos.
Contexto da investigação
A investigação do USTR foi iniciada em julho de 2025 após pressões políticas e envolve práticas comerciais relacionadas a tecnologias digitais e serviços de pagamento, como o sistema PIX.
O comunicado destaca que o Brasil tem se esforçado para manter diálogos construtivos e que medidas unilaterais, como essas tarifas, não têm justificativa. O governo reafirmou sua intenção de negociar soluções que evitem a imposição de tarifas e continuar o trabalho com o setor privado nesse sentido.
- 1Principais pontos abordados pelo Brasil na resposta ao USTR:
- 2Tarifas preferenciais e tratamento igualitário para empresas.
- 3Cooperação nas leis anticorrupção e proteção à propriedade intelectual.
- 4Compromissos ambientais do Brasil, incluindo metas de redução do desmatamento até 2030.
Por fim, o governo reafirmou seu direito de recorrer a medidas de reciprocidade em resposta a ações consideradas injustas, e um apelo à unidade em defesa dos interesses nacionais foi feito por parte das autoridades.
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