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Governo Lula descarta tarifa zero para transporte ainda em 2026

Ambiente eleitoral e agenda do governo freiam proposta ambiciosa

Tiago Abech21 de maio de 2026 às 10:00
Governo Lula descarta tarifa zero para transporte ainda em 2026

Integrantes da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que não há condições de implementar a polêmica proposta de tarifa zero para o transporte público dentro do primeiro semestre de 2026. A análise vem de conversas entre membros do governo, que acreditam que o curto espaço de tempo até as eleições, aliado às prioridades da administração, impede a realização do que tem sido internamente chamado de 'SUS do Transporte Público'.

Para viabilizar essa proposta, seria necessária uma reestruturação significativa no modelo de financiamento do transporte, envolvendo a introdução de novos subsídios e incentivos ao setor. Contudo, com o calendário eleitoral se aproximando, essa tarefa parece inviável até junho deste ano.

Cálculos indicam que a implementação da tarifa zero poderia injectar 60,3 bilhões de reais na economia brasileira.

Adicionalmente, um outro estudo sugere que os custos de transição para essa mudança poderiam chegar a 90 bilhões anualmente, colocando em risco a viabilidade da proposta. Outro fator que complica essa situação é a necessidade do governo de focar seus esforços na aprovação do fim da jornada de trabalho de 6x1, uma temática em debate atualmente em uma comissão especial da Câmara dos Deputados.

Havia expectativa de que o relatório sobre essa discussão fosse lido nesta semana, mas um desacordo quanto às regras de transição resultou no adiamento. Nesse contexto, assessores de Lula concluem que a ideia de tarifa zero deverá ser incluída no programa de sua campanha à reeleição.

Na última semana, a Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar um projeto que reestrutura o marco legal do transporte público urbano no Brasil. Com essa decisão, que agora aguarda sanção presidencial, o governo federal aumentará seu papel no financiamento do transporte coletivo, que atualmente depende em grande parte das tarifas pagas pelos passageiros e dos subsídios estaduais e municipais.

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